A tal da ansiedade.

Por fora calmaria, por dentro o caos.

Volta e meia carregamos por aí uma mala grande e extremamente pesada que quase explode de tantas coisas guardadas. Uma mala que nós mesmos arrumamos antes de sair casa, preenchida com todos os tamanhos, tipos, cores e texturas de ansiedade. A maioria delas é pura tralha. Mas insistimos em carregar pelo caminho todas as preocupações, ânsias, inquietudes, aflições e estresses.

Por fora somos calmaria, por dentro o caos.

Os ansiosos profissionais que o digam! E às vezes não há calmante, chá de melissa, suco de maracujá ou yoga que cumpra com o combinado e assassine de vez a nossa típica ansiedade. Mas o fato de essas “técnicas” por vezes falharem, talvez seja até bom. Pois assim, abrimos os olhos e percebemos que não há razão em mascarar tais ansiedades, se depois de algumas horas elas sem convite reaparecem acompanhadas de uma bela insônia.

Página 37 do inspirador “Pega Lá Uma Chave de Fenda”. Livro que quase li inteiro, na livraria mesmo.

Quem sabe o remédio seja pensar que nem tudo está sob o nosso controle e que pra todas as coisas há um tempo certo. Que seja clichê mesmo. Mas que continue sendo real. Ansiar pelo futuro e ignorar o presente nunca foi solução pra problema.

O jeito é aceitar que Deus, o Universo, o tempo, ou seja lá no que você acredita, cuida do que você não é capaz de cuidar, prever ou solucionar nesse exato momento.

Assim, a gente fica mais leve, mais tranquilo, mais “de boa”. Porque aquela mala que carregamos com dificuldade todo santo dia não mais nos pertence.