Encontros
Não sei vocês gostam de filosofia e concordo que as vezes é difícil compreender os homens pensantes. Alguns filósofos e suas teorias devem ser simplificadas de um modo que a essência textual seja compreensível a qualquer mentalidade.
Baruch Spinoza é um desses caras. Em seu livro “Ética”, Spinoza considera que Deus é uma potência infinita e que aos seres humanos foram concedidos alguns atributos divinos. Então, ele faz uma analogia dizendo esses atributos são potências.
O filósofo vai dizer que será através da capacidade de um corpo afetar ou alterar um modo que a “sua potência de agir é aumentada ou diminuída, estimulada ou refreada”. Através de contatos e relacionamentos afetamos a nós mesmos e aos outros, de um jeito positivo ou negativo.

Tristeza e alegria são as duas paixões primárias, a primeira diminui a potência e está ligada ao constrangimento, e a segunda está relacionada à expansão.
A explicação de Spinoza serve para mostrar quais processos devem ser continuados e quais devem ser interrompidos — amizades, namoros, parcerias no trabalho e qualquer outra forma de encontro.
Se não traz felicidade talvez seja preciso buscar novos encontros ou quem sabe reformular o nosso modo de agir, alterando as nossas potências a fim de reencontrar a alegria.
OBS.: Embora o Deus de Spinoza seja diferente daquele que nós temos em mente, acho válido deixar uma frase que está no livro:
“Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus nada pode existir nem ser concebido”.
