a energia acaba.

tanta coisa high tech pra segurar os pés no chão.

digo, passei a semana entre encomendas, cotovelo, aulas e a existência. sexta-feira! um ano… e puxa!
me dei conta que por boa parte da minha vida 365 dias longe do cangote da vó me pareciam pior que a morte.

o café que mamãe prepara às 23h sem critério, os filmes vistos pela metade. as mulheres Silva.

não sabia onde ficava pano de chão, papel higiênico.
homeless da casa que fui, sem encontrar ao menos água filtrada.

as crianças não lembravam meu nome. “tia, fala de novo, eu vou decorar, prometo!”

e nem eu recordava que o quarto era tão grande. nem o quintal. nem que os cachorros latiam até pra roseira em frente ao canil que, aliás, é novo também.

minhas bagunças se tornaram tantas outras…

pausa. a bateria acabou.
perdi o voo, remarcamos pra dali 6h ininterruptas no aeroporto.

estar só pode ser a corda ou o milagre. depende pra onde cê volta.

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