Um texto sobre a opacidade das pessoas.

Sobre a clareza do cerne de cada um. Sobre como muitas pessoas se perdem dentro de si.


Muitas pessoas pegam tudo que pode lhe dizer a respeito, colocam tudo num baú, trancam-o, jogam ele no mar com chave e tudo e acabam esquecendo ele lá, cada vez mais indo pro fundo do mar, as águas salgadas corroendo ele e tornando-o cada vez mais difícil de abrir com tanta ferrugem que adquire.

A metáfora aqui é bem simples. O conteúdo do baú são os sentimentos, os valores, o caráter da pessoa, tudo que diz quem nós somos. O mar é a própria pessoa. Creio que a interpretação não seja difícil, mas ao decorrer desse pequeno texto nós desenrolamos essa história!

Se você já compreendeu, não se espante (por qualquer que seja o motivo). Se você não se espantou, ótimo, espero que goste da leitura.

Continuemos!

Eu gosto bastante de observar e tentar entender as coisas a partir disso. São rara as vezes em que estou interagindo/falando/atuando em alguma situação. E uma coisa que tenho observado num processo de introspecção e em outras pessoas, é que com o passar do tempo vamos nos perdendo em nós mesmos. Quando somos crianças, talvez tivéssemos mais clareza de quem éramos (dos nossos sentimentos, dos valores éticos e morais, das nossas condutas, etc).

A vida consciente do homem é só a ponta do iceberg e tudo que está submerso é seu viver inconsciente.

Não lembro quem fala isso, se é Kant, Freud, Platão ou sei lá quem. Única coisa que lembro é que li numa aula pacata de Filosofia no Ensino médio. Desde aquele dia fiquei encabulado com isso. Primeiro porque não fazia muito sentido pra mim. A interpretação que tive é que na maior parte das nossas vidas, estamos por aí sonambulando (risos). Mas depois eu comecei a perceber que isso é uma grande e louca realidade (fiquei pasmo quando comecei a perceber isso acontecendo comigo).

Voltando ao núcleo da discussão.

A parada que percebi é que simplesmente vivemos. Simples, só vamos. E naturalmente, por onde andarmos somos flexibilizados e modelados, muitas vezes sem perceber. Essa é a parte em que o baú está afundando, estamos vivendo, nos modelando e a originalidade da personalidade (nossa psiqué, talvez?) está lá no baú trancado.

Para Nietzche, nossa psiqué é um mar e nossa consciência é um pequeno recorte desse oceano. No começo da aula abaixo tem umas coisas bem legais, recomendo ouvir.

Como passar do tempo, nos desconhecemos porque não reparamos em nós, não nos avaliamos. Essa é a parte em que devemos mergulhar dentro de nós para encontrar tal baú e tentar abrí-lo.

Eu sei, você ainda não corelacionou o título com o resto do texto, né? Pois bem, eu uso os termos de opacidade e transparência, porque quando tu és transparente, tu estás com o baú o mais próximo, ou no nível do mar. O que a maioria de nós não é…Talvez um pouco.

Existe em nós a necessidade constante de introspecção.

Bom, se tu leste até aqui, fico feliz e espero teu comentário ou simplesmente um like.

Se eu disse algo de errado, Se queres dar uma dica, Se você corrabora, é contra ou quer fazer uma observação. Você está intimamente convidado à comentar!

Obrigado e até.