Você luta por algo que é seu?

Uma pequena reflexão sobre o tipo/estilo da única vida que temos

Ultimamente tenho perdido as contas das vezes que sou capturado por esse tipo de pensamento. Eu particularmente sempre fui muito preocupado em fazer um “bom uso” dos nossos estimados 75 anos de vida (expectativa de vida do brasileiro). Desde que comecei ter pensamentos independentes, busco por experiências que aumentem meu apreço pela vida, tentando equilibrar meus objetivos pessoais com a necessidade de sustento($$$).

Falemos sobre esse “método” de viver que seguimos à risca. Morre um, nasce outro e o método não muda, tudo corre como planejado, “da forma que deve ser”.

Morando no extremo sul de São Paulo e Trabalhando no Oeste da cidade, atravessando uns 60 km em quase 4h de trânsitos todos os dias de idas e vindas, percebi que vivemos (ou pelo menos eu) uma vida em que lutamos por coisas que não são nossas. O objetivo é sempre ter uma boa educação, ter um emprego bom (leia-se, que pague bem/bastante), ganhar dinheiro, edificar casa e família e voltar ao pó. Isso tem se tornado cada vez mais bizarro pra mim, pois como disse, nada disso é nosso e tudo que temos de fato , simplesmente “damos os ombros” e perseguimos cenouras infinitamente(clica aqui pra entender a referência).

Mas como assim não é nosso?

Começando com o mais impactante: esqueça o dinheiro. Você ganha dinheiro para os outros, não pra você. Você tem contas, dívidas em geral, alvos de consumo e toda sua grana se destina à essas coisas, não adianta dizer que tem 10k no banco, porque é do banco e ele está “usando” seu dinheiro. Talvez o dinheiro seja mais seu quando está na sua mão e não tem destino, mas aí ele perde o sentido (eu sei, é uma parada muito louca).

Posses Imobiliárias? Cara, somos hóspedes nesse planetinha que chamamos de casa. Você não chega num hotel e se apossa daquele abajur bonitão, além do que, você vai morrer (e eu também) e suas posses estão destinadas à criar discórdia entre teus herdeiros (deve ser o fim mais comum pra herança).

É sempre um fenômeno estranho com essas “coisas materiais” que perseguimos de que parecem ser todas alugadas, que só é nosso por um breve período. Mas nos matamos nesse jornada de perseguição. E depois que morremos, acho que não deve fazer muito sentido essa vida insana em busca de sucesso($$$) (eu não sei, pois nunca morri).

O que é nosso então?

O que é nosso, nós geralmente perdemos mais ou menos depois da adolescência. É tudo aquilo que pensamos e desenvolvemos como ideia, ideologia e/ou filosofia de vida, os desejos (aquela vontade de descobrir o mundo e mergulhar em experiências), a vontade infinita de “fazer coisas legais”, todas essas paradas intangíveis, isso é totalmente nosso, ninguém pode por a mão (eu acho que ainda não conseguiram, mas cuidado).

Sim, eu acredito que eu possa estar imensamente equivocado com esse pensamento que pode até ser idílico… Mas 20 anos da minha vida se passaram e eu me sinto feliz, desapegado (ou desapegando) do material e focando nos meus objetivos, “nas coisas legais” que eu quero fazer, nas experiências, em tentar gravar memórias com as pessoas que entram e saem da minha vida e em chegar em um patamar que seja equivalente a sensação de estar cansado de jogar futebol na rua, de brincar de manja-pega (pega-pega, pique e afins), etc.

Acredito que devemos ter um equilibrio… Fazer o necessário pra viver sem sofrer com isso (horas no trânsito e problemas de saúde decorrentes do trabalho). Devemos valorizar/resgatar nossas ideologias e filosofias de vida (paz e amor sempre!). Devemos perder o medo de não ter dinheiro. Devemos arriscar mais na vida. Devemos buscar habilidades ocultas dentro de nós (indico assistir TED Talks para se inspirar nesse sentido). Devemos viver ao invés de apenas existir e ser somente mais um que passou por aqui, ganhou dinheiro e morreu.

Façamos coisas legais, que colaborem para um mundo e pessoas mais legais e assim sucessivamente.

Independente de onde você tenha nascido ou onde esteja, você pode, eu posso, nós podemos!

Lute por você, lute por algo que é seu e que ninguém pode lhe tirar, lute pela sua vida.

“Não espero mais a morte, nem o norte nem o trem.

“A vida é muito curta para ser pequena.” (DISRAELI, Benjamin).

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade