Eu sou poeta e não aprendi a amar


Tô com essa música na cabeça pois ia usa-la em algum momento dia 31, mas agora não lembro mais o contexto. Hoje de manhã (01 de janeiro) acordei pensando nela e em como é difícil esse negócio de saber amar. De amar leve, de amar com cuidado, de fazer o outro se sentir amado sem se sentir sufocado. E oh, cá pra nós, mais difícil que saber amar o outro, é saber amar a mim mesma.


Eu queria me amar como me ama a minha mãe. Eu desmarco um compromisso com ela aos 45 do segundo tempo e ela “me perdoa”. Eu queria me amar como me ama a minha mãe, pois, ela vai em um aniversário de criança e traz comidas pra mim porque sabe que eu adoro, mesmo que eu não vá comer, pois estou de ~dieta~. Eu queria me amar como a minha mãe me ama, pois, ela tá sempre pronta a conhecer e a gostar de alguém que acabou de entrar na minha vida.


Eu queria me amar como me amam os amigos de verdade. Aqueles que estão ali torcendo por mim. Eu queria me amar como me amam os amigos de verdade, eles estão sempre dispostos a mostrar a melhor saída e a me dizer que sou incrível ou que mereço mais. Eu queria me amar como me amam os amigos de verdade, que me oferecem cerveja, sorvete ou colo quando eu preciso sem me julgar.


Eu queria me amar como amam os poetas e os músicos que falam sobre mim. Mulher brasileira, morena Tropicana, moça do cabelo “preto”. Eu queria me amar como amam os poetas e os músicos, pois, pra eles eu sou linda e interessante.


Eu só não queria me amar dependendo do amor do homem amado, pois esse amor passa. E o amor por mim não devia ter que passar.

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