O fim de um mundo

Guardaram as lágrimas para os que foram.
Quem sofre são os que ficam.
Os que presenciaram tudo.
Todas as coisas que poderiam ter sido.

Todas as suas sombras desapareceram.
Seus animais internos saíram para caçar.
Mas ganharam a corrida.
Passaram por todos os obstáculos.

Eles são os vencedores.
Heróis da nação.
Deixaram seus ancestrais orgulhosos.
Prometeram que dariam conta de tudo.

Encontraram o seu caminho de volta pra casa.
E curaram seus corpos.
Antes novos na arena.
Agora velhos na alma.

Mas uma nova batalha começava.
Uma que ninguém podia ver.
Não é sobre sentir demais.
É sobre não sentir.

As relíquias anteriores agora não importam mais.
Eles nunca conseguiram.
Não conseguiram ser tudo.
Tudo o que queriam ter sido.

Em guerra novamente.
Não por religião, ou por nacionalismo.
Mas pelos que representam a sua vida.
E sanidade.

Essas são as novas noites eternas.
Aquelas que nunca morrem.
Que nunca esquecerão.
“Pense naqueles que ama quando tiver medo”.

O mundo se repete.
Diferentes formatos.
Mesma cor.
Não tem como haver uma jornada sem destino.

Sempre abraçaram forte.
Agora precisam aprender a deixar ir.
Prometendo que serão melhores.
Melhores para si.

À procura de paz.
Ela era maior que o mundo que ele sempre viveu.
A jornada para um descanso muito melhor.
O melhor que ele já conheceu.