O Purgatório

Bem vindo ao lugar onde os copos nunca esvaziam, as mulheres nunca param e o tempo nunca passa.
Com sede e miserável, mais um drinque se esvai.
Mas nunca foi sempre assim.

Há muito tempo atrás, em uma província não muito distante.
Antes do fim dos civilizados e do mundo.
Quando não estávamos tão desesperados para sentir algo.
Sem trombarmos uns nos outros, fodendo tudo o que vinha pela frente.

Um perdedor com boas intenções.
No fim, era tudo sobre Ela.
Sempre com uma missão e nunca conseguindo se comprometer a um propósito maior.
Uma coleção completa e organizada de casos insignificantes e visões idealizadas de uma história de amor.

Com nada e sem nada.
Lambendo suas feridas enquanto acende mais um cigarro.
Nunca entendendo o conceito da felicidade longa e duradoura de Hollywood.
Nunca conseguindo entregar o havia de mais que os outros esperavam.

Sentado e esperando os garotos voltarem à cidade e a banda se reunir.
Esperando por um milagre. 
Fielmente.
Enquanto vê mais uma futura história passar por ele.

Nunca realmente interessado.
Mesmo assim, se vê dizendo o quanto ela é bonita.
Todas são, de um jeito ou de outro
Há sempre uma peça do quebra cabeça, um código não desvendado.

Então há o dia seguinte.
O quebra-cabeça está completo, os segredos desvendados.
E a sensação de não estar tão disponível como nas suas prévias aventuras.
A ressaca é só o que permanece, mesmo que temporariamente.

Ela se vai.
Ele se vai.
E mais uma história de uma estrada não trilhada é contada.

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