Tecnologia aproxima público de arte

Recursos multimídia contribuem para a exposição de “Mondrian e o Movimento De Stijl”, no CCBB

Com corredores amplos e salas diversas, o CCBB de Belo Horizonte, permite aos seus visitantes diversas formas de explorar as suas exposições. Na atual, “Mondrian e o Movimento De Stijl”, que iniciou-se no dia 20 de julho, o caminho ganha um sentido mais importante com recursos multimídia que interagem com o público. Com destaque até no nome da exposição, a história de Piet Mondrian, precursor deste movimento neoplasticista, é apresentado de maneira cronológica nas primeiras salas.

Foto: Victor Barboza

O artista, influenciado pela arte holandesa do século XIX, é apresentado inicialmente pelas cores escuras e características sombrias de suas primeiras obras. A medida que o público adentra nas galerias se torna possível ver as peculiaridades e traços característicos do movimento: as cores primárias e traços pretos começam a ganhar destaque. Com o contexto artístico da Europa e o pós-I Guerra Mundial o influenciando, ele renovou seu estilo.

Com um conceito artístico complexo, o De Stijl, em suas variadas vertentes (artes plásticas, moda, arquitetura, etc.), carrega uma forma de manifestação contra a “tristeza” envolta no mundo pós-guerra. Para compreender melhor as nuances deste estilo artístico, o CCBB apostou no uso de ferramentas multimídias para contextualizar e facilitar o entendimento do do estilo..

Nos corredores do museu é possível se impressionar com a forma como as crianças visitantes se divertem em meio aos trabalhos. Os pequeninos possuem um espaço exclusivo para eles, o que possibilita que este público infantil tenha mais compreensão sobre o que está exposto. Ao entrar, no lado direito, é possível fazer a primeira interação com o ambiente, utilizando um game. No “Cantinho da Criança”, elas podem usar toda a sua criatividade formando figuras com imãs coloridos.

Um dos vídeos mostra o processo de evolução da obra de Mondrian no movimento: a modificação nos traços e os tons de cores usados. A produção focava nas mudanças que um quadro específico, “Paisagem”, sofreu. Para a dentista Déa Araujo, de Juiz de Fora, a experiência de integração com a tecnologia é muito útil. “Acho que a integração das obras com esses recursos só facilita o entendimento. Gosto muito porque temos que acompanhar a evolução. A tecnologia faz parte do mundo hoje e ver as obras com as explicações, de outras formas, é uma proposta válida”, opina.

Segundo Carlos Caetano, Educador do Projeto Educativo do CCBB-BH, as formas de interação entre o público e a exposição é o que tem chamado atenção e engajado os visitantes com as obras. “Normalmente quando as pessoas vão para uma exposição de arte elas esperam só ver. E aqui, nesta exposição específica, o curador queria trazer para esse espaço um público que normalmente não frequenta e que tivesse uma experiência significativa”, explica. Para o visitante Jean Carlos, a ideia funcionou muito bem. “Eu acho interessante, é uma visão, como eu também gosto de ir em um museu que você possa só apreciar. Acho interessante também quando você pode tocar ou fazer inserções”, comenta.

Logo na entrada principal do museu, a famosa cadeira Vermelha e Azul, de Gerrit Rietveld, chama a atenção de todo o público, por ser permitido sentar-se nela para tirar foto. Em tempos onde a famosa “selfie” faz sucesso, a exposição coloca em evidência desde o início as ferramentas que o local possui para dialogar com os visitantes. “Essa é uma forma de trazer um conhecimento mais ativo, que incita as pessoas a participarem” afirma Caetano.

A exposição, que faz parte da celebração de três anos do museu, fica na cidade até na segunda-feira, 26. As visitas acontecem entre 9h e 21h, com entrada gratuita.

Por: Italo Mendes, Victor Barboza e Umberto Nunes

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