Sorrisos para dias cinzas

Apesar de tantos textos escritos nos meus blocos de anotação, está é a primeira vez que escrevo aqui. Divido as linhas para sentir o que vem de dentro. Não há espanto. A dor parece comum visto o pouco que ela se instalou. Busco lá no fundo da alma o sentimento motor para seguir. Sem neuras ou fadigas. Tento no sorriso a força para os dias cinzas. Encontro a fonte em amigos que me inspiram a seguir em frente, depois de tudo, por eles terem visto tão de perto.

Penso que o conforto está logo ali. Me esperando. Sorrindo. Com jeito malandro, peculiar, sorriso no canto da orelha, do mesmo lado que o cigarro — pendurado no lado direito da cabeça.

Sigo firme e forte, com tantos sentimentos passíveis a tristeza, como qualquer outro ser humano. Por isso, não deixo de senti-lá. Mas prefiro a alegria, a felicidade e as amizades. Me prefiro, por isso sigo tentando ser uma uma pessoa melhor, depois de tantos momentos bons.

O homem ranzinza, de sorriso largo e tão errado nada mais é que a mesma criança de sempre. O tempo é o remédio, mas também o melhor momento para se por em prática o amadurecimento obtido depois de tanto tempo que passou. Obrigado, tempo. Próximo.

Há pouco mais de um ano, por aqui mesmo, eu disse que voltei. Escrevi sobre o caso que passou, ainda é cedo para dizer que o amor também se foi. Mas pelas palavras e pelo que vejo, sem ele deve ser muito melhor. Obrigado a todos pelos sorrisos em dias cinzas, próximo.