Inflação segue baixa em novembro

Veja os principais destaques da semana com as notícias e informações do nosso #EconomistaItaú.

IPCA-15 subiu 0,32% em novembro

O IPCA-15 registrou variação de 0,32% em novembro, abaixo das expectativas. Com isso, a taxa em 12 meses subiu para 2,77%, após ter atingido 2,71% em outubro. Na nossa visão, a taxa em 12 meses de inflação deve continuar a subir nos próximos meses, mas ainda permanecerá em patamar confortável, à medida que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego. Para o ano fechado, passamos a projetar alta de 3,1% para o IPCA, após 6,3% no ano passado. Para 2018, continuamos a projetar 3,8% de inflação.

Criação de 77 mil empregos formais em outubro

Segundo o Ministério do Trabalho, houve criação de 77 mil empregos formais em outubro (Caged), resultado bem acima das expectativas de mercado. Dados livres de sazonalidade apontam para a criação de 59,7 mil vagas, levando a média móvel de três meses a apontar resultado positivo de 17 mil, ante -5 mil no mês anterior. Olhando à frente, acreditamos que a continuidade do processo de recuperação gradual da atividade econômica deve contribuir positivamente para a criação de empregos formais nos próximos meses.

Arrecadação federal alcança 121,1 bilhões de reais em outubro

O Tesouro Nacional divulgou os dados de arrecadação federal de outubro. O resultado, de 121,1 bilhões de reais, veio acima das expectativas, com forte alta no crescimento real anual. A melhora na receita do governo foi, mais uma vez, disseminada entre seus componentes. Houve alta real anual de 14,6% na receita ligada ao consumo (PIS/Cofins, IPI), em grande parte reflexo do aumento de tributos sobre combustíveis. Também houve crescimento de 7,1% do componente da receita relacionado à massa salarial (IRPF e previdência social).

IBC-Br sobe 0,4% em setembro

Segundo o Banco Central, o índice de atividade econômica (IBC-Br) subiu 0,40% em setembro, após ajuste sazonal, compensando o recuo observado em agosto. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o índice subiu 1,3%. O resultado é consistente com outros indicadores que apresentaram alta em setembro, como a produção industrial e as vendas no varejo restrito, mas contrasta com o resultado da receita real de serviços, que recuou no mês.

Conta corrente registra déficit de US$ 343 milhões em outubro

As transações em conta corrente registraram déficit de US$ 343 milhões em outubro, abaixo das expectativas. A surpresa veio mais uma vez nas despesas menores de juros e também na conta de aluguel de equipamentos. O forte superávit comercial segue contribuindo para os bons resultados na conta corrente, mas o déficit de serviços e rendas aumentou ao longo do ano. O déficit em conta corrente deve terminar este ano em patamar baixo, ajudado pelo bom desempenho da balança comercial. Para os próximos anos, mantemos a nossa visão de aumento gradual do déficit em conta corrente, mas sem comprometer a sustentabilidade externa.

Governo apresenta nova proposta para a reforma da Previdência

O relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia, apresentou nova proposta para reformar o sistema previdenciário brasileiro. No novo texto, foi mantida a idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, a regra de transição e a equiparação entre os servidores públicos e os da iniciativa privada. Por outro lado, foram retiradas da proposta as mudanças nas regras de acesso ao Benefício da Prestação Continuada (BPC). Assim como na primeira versão do parecer de Arthur Maia, as mudanças nas regras da aposentadoria rural também ficaram de fora dessa nova versão. Além disso, o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria no Regime Geral de Previdência Social foi diminuído de 25 para 15 anos, enquanto o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria no Regime Próprio de Previdência dos Servidores foi mantido em 25 anos.

Se aprovada, a nova proposta teria um impacto, entre redução de despesas e aumento de receitas, de 1,2% do PIB em 2025 (o que representa 60% do impacto da proposta original do governo). Na próxima semana, as atenções do mercado continuarão voltadas para as negociações acerca da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara.

Destaques da próxima semana

No Brasil, o destaque da semana é a divulgação, pelo IBGE, do PIB do terceiro trimestre de 2017 na sexta-feira. Ao longo da semana, ainda devem ser divulgados o resultado primário do governo central na terça-feira e a taxa de desemprego na quinta-feira (ambos de outubro).

Do lado internacional, a Comissão de Finanças do Senado dos EUA vai se reunir no próximo dia 28 para discutir a nomeação de Jerome Powell à presidência do Fed, banco central americano. Por fim, os dados de inflação ao consumidor de novembro da zona do euro devem ser divulgados na quinta-feira, enquanto a sondagem de atividade econômica (ISM, na sigla em inglês) de novembro da economia americana será divulgada na sexta-feira.

Pesquisa macroeconômica — Itaú
 Mário Mesquita — Economista-Chefe

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