Nightcall

eu lembro que na última noite em que eu dormi com ele eu toquei “Nightcall” (originalmente do Kavinsky, mas na bela versão da London Grammar) no celular.

Antes de continuar, aperte o play:

Enquanto ele conversava no wpp com outra pessoa (o novo “crush” dele?), em algum momento eu consegui ler “mas eu e ele podemos continuar sendo amigos”. Na hora, eu não pude entender de forma consciente que ele já tinha decidido me deixar, que aquilo, eu na cama dele, era um último teste.

*introdução*

Eu não tinha notado. Eu não tinha notado que havia algo ali, algo sendo anunciado.

“I’m giving you a night call to tell you how I feel…”

Eu preferi ignorar ou era realmente tão distraído a esse ponto? Eu não sei. Quando fomos dormir, não transamos. Ele parecia estar cansado e eu me sentindo estranhamente incomodado.
Era medo:

“…I want to drive you through the night, down the hills…”.

(No fundo eu já sabia. Tanto que)

Durante a noite eu sonhei que meu corpo desmanchava.

E apesar de eu “Im gonna tell you …” me agarrar desesperadamente no “… something you…” corpo dele no meio da noite com medo de “don’t want to hear…” derreter, tudo que ele fêz foi masturbar o meu sexo e voltar a dormir.

Meu corpo nu em plena queda.

Estilhaços.

(Voltamos a programação normal.)

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