Crise & Criatividade #029

Momentos de crises são excelentes para sermos criativos, o caos e a experiencia com a realidade nos força a fazer uma releitura dos nossos costumes. Não estou dizendo que a crise é boa, é apenas uma seleção natural onde sobrevive os que conseguem se adaptar as mudanças.

Por sua etimologia crise do grego significa distinção, decisão, sentença, juízo e separação. Ou seja além de um pensamento darwinista, a crise é o momento de rompimento do conformismo, por mais que você possa tentar enganar não vai ter escapatória.

O Brasileiro sempre foi associado a querer “levar algo na malandragem”, disfarçar as coisas e sempre querer “se dar bem”, o que é ótimo (todo mundo é assim), até enfrentar a crise, se essa “malandragem” conseguir “tápiar” a crise, parabéns! Mas o que acontece é que cada vez o funil da criatividade está se apertando, e hoje em dia não é mais fácil “tápira” ninguém.

A crise veio para separar uma “tápiada” de uma comunicação eficaz com o receptor.

Primeiro você tem que saber o que você quer comunicar e ter alguma experiencia para isso, por exemplo: Eu vendo sapatos de couro legítimos, handmaded sendo então único, cada trabalho e feito especialmente para o formato do calçado do cliente, deixando o custo do sapato caríssimo. Vou sair vendendo sapato para todo mundo que tem pé? Claro que não. Esse produto vai ser focado para o cliente que quer um trabalho único e esta disposto a pagar mais por isso.

Mas e se não estiver vendendo? Isso pode acontecer por vários motivos, mas o mais comum foi porque você não pensou no consumidor. O meu cliente está disposto a pagar mais por um sapato exclusivo? O que ele veste? qual a diferença do meu sapato para os concorrentes, se não conseguir responder essas perguntas acho melhor começar a pensar em outro negócio.

Olha eu só estou avisando, hoje em dia “tápiar” não resolve mais nada, você tem que ser muito mais que “malandro”. Então como convencer meu cliente de que o valor do meu trabalho é justo pelo que está pagando?

Primeiro você tem que por na cabeça que você não está enganando ninguém, as pessoas vão consumir o que elas querem consumir, seja a blusa que está todo mundo usando (moda) ou carro mais funcional para o seu custo e a imagem que a pessoa quer passar.

Segundo, as pessoas mudam adapte-se com o mercado mas não esqueça sua identidade, quem faz tudo acaba não fazendo nada, quer acaba agradando todo mundo torna-se dispensável, perde a credibilidade e aumenta a expectativa de pressos baixos.

Vender, Vender, Vender!!! — Ciro Bottini

Terceiro, venda mas venda muito. Seja presente no mercado, trabalhe duro, mostre para o seu cliente que você está vivo, em qualquer forma de comunicação possivel, mas comunique com o que seu público achar relevante.

Porem com a chegada da crise todas essas estratégias são colocadas em dúvida, isso é o que complica. Não é possivel ter certeza de mais nada hoje.

Não significa que estando na TV ou facebook minha marca vai vender mais, o que vende mais é o conteúdo oferecido que tem relevância para alguém, acredito que as agencias de publicidade devem focar em conteúdo especializado ao consumidor.

“Arroz com feijão oferecido no prato preferido da pessoa”

Por exemplo consumidores de sapatos handmaded buscam material de qualidade, longa durabilidade, design exclusivo para seu calçado que sigam as tendencias e gostam de instagram (toda informação conta). Devo mostrar muito mais que o produto todas essas qualidades agregadas ao sapato.

São usuários de instagram, proto já sei qual mídia divulgar. Material de qualidade, mostro o processo de fabricação, conto sobre as vantagens do material, e por ai vai. Cada caso deve ser analisado, o cliente nem sempre vai focar só no preço, ele vai focar no retorno que seu serviço/produto pode dar para ele.

A crise é só uma maneira de te fazer parar e refletir sobre suas atitudes, escolha as melhores e até a próxima crise.

Lucas Ramos estudante de Comunicação Social: Publicidade e Propaganda (6º Periodo), Designer Gráfico Júnior e tentando melhorar a escrita.

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