Musica da Alma #014

Rap

/ɹæp/
substantivo masculino
Gênero de música popular, urbana, que consiste numa declamação rápida e ritmada de um texto, com alturas aproximadas.

Rap palavra em inglês de origem americana é um discurso rítmico com rimas e poesias. Os cantores de rap são conhecidos como rappers ou MCs, abreviatura para mestre de cerimônias.

Rap nacional envolvidão até o pescoço, se não fosse assim
aí de mim só tava o osso! — Criolo

O primeiro contato que tive com rap foi na infância, em casas de amigos, etc.
O primeiro CD (e único) que tive foi do Expressão Ativa — Na Dor de Uma Lágrima. Acho que a musica mais popular desse CD é a Último Perdão, inclusive, foi a primeira musica que decorei a letra.

Com todo o preconceito que existe pelo rap, de crime e violência, me afastei desse estilo. Escutava musica gospel, e só alguns anos depois que comecei a escutar outros gêneros que gostava.

Voltei a escutar rap em 2014, depois de uma crise existencial e uma bad forte. 
Incentivado pela semiótica e indo contra a minha zona de conforto, de Pops como Jason Mraz, Jack Johnson e Never Shout Never. Eu não queria mais ser feliz, não acreditava no amor e que a vida era dura e pesada.

Eu era um emo escutando sabotagem.

O primeiro personagem dessa nova geração (não mais tão nova) de rappers que conheci foi o Emicida (Enquanto Minha Imaginação Compuser Insanidades Domino a Arte) com a musica Triunfo. Depois devorei o primeiro álbum, o segundo e por ai vai, quando vi, só tinha raps.

Até hoje eu lembro da energia que essa musica me passa, era uma mistura de frustração e inspiração que não consigo explicar, chegava arrepiar com a letra, enquanto cantava baixinho para ninguém me escutar.

Cada musica servia para um momento, por exemplo, Nóiz era a mais incentivadora, me ajudava a superar toda dor, que ninguém intendia, que ficava calada la dentro. Hoje Cedo com participação da Pitty era motivos de liberar a lagrima, Rua Augusta a mais existencialista.

Sonha como se não vivesse
Vive se perguntando por que que não morre
Mistura lágrima e suor no corre

O Álbum que tem mais relação comigo é o O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui. A musica Levanta e Anda com participação do Rael,

Irmão, você não percebeu
Que você é o único representante
Do seu sonho na face da terra
Se isso não fizer você correr, chapa
Eu não sei o que vai

essa parte era motivo de arrepios. A partir desse álbum, desse artista, que aprendi como é rica a cultura do rap. Pude ver como todo meu preconceito era pobre, sem basamento algum.

Fico feliz em ter conhecido algo grandioso, muito maior do que um apenas um gênero de musical. Aprendi, o valor de sonhar, correr atrás do seus sonhos e o mais importante valorizar o próximo.


O Rap foi muito importante na minha vida, só tenho a agradecer.

As atualizações dos textos estão disponíveis no Twitter e no Facebook.
Obrigado.

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