xvii. meninos da urca

mesas revestidas no branco

o mesmo de sua pele,

reduzida a pó

— cheira pele e cheira pó

cinzas elétricas de neve

energia que abastece nossa urca (que nem é minha!)

ruas escuras que a noite nascem luas

nunca é tempo perdido

a mesma água que está aqui estava lá

50 anos atrás,

o mundo era dividido em ondas e lambidas e frequências

frequentemente ao som de beatles

anjos de neve,

nevoeiro de pó,

por isso insisto — persisto;

anjos de cocaína