Andre, acho que você não entendeu bem o texto.
Matheus José Maria
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Abraço, Matheus. Somos dois (ou milhões) que não somos petistas e muito menos somos tucanos.

Sou bem a favor da calma e releitura. Atento à sua sugestão, mas se alega que houve um mal entendido, só consigo concluir que não foi problema de interpretação mas sim de construção de texto (se supõe que o conteúdo era genuinamente positivo). Receio que quem aprovou o fez em maioria na ambiguidade que o texto seja de ódio a um dos times.

Falando no título, não consegui dar um spin em que ele seja irônico, ou referindo ao preconceito (“me tornaram” no sentido de “me tomaram por”), porque no todo você antipatiza com a outra generalização, e se porta com a mesma inflexão intransigente (de ridicularização e condescendência ao invés de diálogo) da primeira torcida.

Parecem mais provocações. Perguntas retóricas para provocar o erro e demonstrar ingenuidade ao invés de tentar diminuir distâncias para um senso comum. Claro que ninguém deveria esperar um raciocínio impecável no calor do momento, mas o póstumo texto pra se envaidecer sim ficou um desserviço e transpareceu ter sido contagiado pelo maniqueísmo.

A polarização já é bem evidente e conhecida. O texto só pareceu reforçar ao invés de direcionar para uma mudança e comunhão.

Mas não quero correr o risco de estar discutindo forma sobre função (apesar da sobreposição muitas vezes), aumentando o desentendimento popular que só ajuda a perder o foco do conserto dos administradores de esquerda, direita, dentro, fora, cima e baixo.

Um problema de cultura e civilidade, não é bom arriscar o progresso focando em detalhes neste momento.

Todo mundo acha que está pensando e escrevendo direito em cada ponto. Obviamente nem todos em cada ponto. Aceitemos um pouco de crítica. Intransigência dá desânimo e preguiça. Mais fácil respeitar as diferenças até o problema se agigantar de novo.

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