Não ser Ciência Exata, não autoriza a imprecisão e o misticismo.


O fato de uma ciência não ser exata não significa que essa ciência não pode ser precisa. Ou, de forma mais rigorosa, se não pode ter nenhuma precisão, um determinado ramo do saber não pode ser uma ciência. Como ensinou Carnap através do princípio da verificabilidade (enunciados básicos, verificáveis pela experiência empírica), se um determinado enunciado ou teoria não pode sequer começar a ser experimentado ou verificado pela experiência, então esse enunciado não é científico. O princípio da verificabilidade varre as pseudo-ciências e charlatanismos (Homeopatia, Espiritismo, Vidência, etc.) da discussão científica séria, pois essas questões pertenceriam à metafísica (inacessível pela razão humana, segundo Kant), área na qual coisas como “Deus”, “Espaguete do Espaço”, “Anunakis”, “Bule que gravita o Sol” (Bule de Russell), “Intraterrenos”, OVNI´´, Reptilianos, Energia Cósmica dos Cristais, Shamanismo, Rebirthing dentre outros são questões subjetivas, que pertencem à consciência e crença de cada indivíduo. O que é assombroso é que o Direito (que muitos chamam de “Ciência Jurídica”) seja embasado e atolado em dogmas tão duros, medievais, irracionais e indiscutíveis como “supremacia do interesse coletivo sobre o interesse individual”, “poder geral de cautela do juiz”, “legalidade”, “obrigatoriedade da escritura pública” ou “controle difuso da constitucionalidade”. Não ser ciência exata, não autoriza o dogma e misticismo geral.

http://ivannizer.blogspot.com.br/2014_04_01_archive.html

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