Wall-e | A animação que alerta e encanta

Animação da Pixar é a aventura mais emocionante dos últimos tempos

*Originalmente publicado em 12 de julho de 2008

Depois de sucessos de público e crítica, a Pixar (que foi comprada pela Disney) tem construído uma carreira cheia de verdadeiras obras primas, como foi dito por críticos de cinema pelo mundo. Com Wall-e, alguns já falam em indicação ao Oscar até mesmo na categoria principal, feito que apenas A Bela e a Fera conseguiu muitos anos atrás. Eles têm razão? Sim. Vislumbrante visualmente, a tecnologia de efeitos gráficos está em ótima forma. Impressionante como um filme que quase não possui falas, feito em animação, conseguiu todo o tom de clássico que ele vai se tornar.

A história é simples e bem contada. Wall.E é um robozinho que foi deixado no planeta Terra tomada pelo lixo e poluição, enquanto os humanos sobreviventes estão numa nave esperando que esses robôs limpem o estrago cometido por eles próprios. Mas Wall.E acaba sozinho, pois já se passaram 700 anos e os outros robôs já se quebraram. Então ele recebe a visita de Eve, uma robô que tem uma missão no planeta abandonado. Logo o robozinho se apaixona por ela, depois de tantos anos isolado. Através de imagens que carrega em seu HD, principalmente filmes clássicos, ele entende tudo o que está acontecendo e começa a aventura. O filme surpreendentemente, quase não apresenta falas e você nem percebe!

Um otimismo que encanta, em meio a tantos comentários negativos que sobre o fim estar próximo. Não é um filme tão comercial para o público infantil como outros sucessos da Disney, podendo citar: Procurando Nemo, Os Incríveis e Toy Story. Ele tem a mesma pretensão de Ratatouille, que tempos atrás trouxe um personagem carismático e assim conquistou a crítica. Na época, também falavam em indicação ao Oscar.

Wall.E contagia ainda mais quando faz referências visuais de grandes clássicos como E.T. — o extraterrestre, 2001 — Uma Odisseia no Espaço Star Wars, Contatos Imediatos, e ainda chega a fazer menção de Charles Chaplin, da qual o simpático e doce robô é fã. A solidão, a coragem em ajudar a humanidade, seu jeito atrapalhado, os olhos tristes que conquistam qualquer um segue a fórmula que a Pixar usa para conquistar a todos.

O ápice fica na crítica clara, se estendendo por longos minutos, mostrando como o ser humano se comporta diante do fato da manipulação das máquinas que utilizam artifícios como moda, comida e ditam o comportamento, abusando da preguiça mental que o ser humano acumulou em todos esses anos. Tocante nos primeiros 30 minutos e emocionante durante toda trajetória do carismático robô, Wall.E veio pra mostrar que a Pixar tem feito um trabalho plausível e com seriedade. ****

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