E o taurino encontrou primavera

E o taurino encontrou primavera
e nela, o silêncio da liberdade
Já não consistia mais em esperar pelas flores
Por mais que as havia cultivado esperançosamente
Foi aos poucos aprendendo a beleza das folhas
Seus verdes-roxos, verde-azuis, verde-vermelhos
suas pintinhas, seus traços, seus contornos
Já não era mais sobre o que deveria sentir
Era sobre aquilo que podia glorificar

E o taurino encontrou liberdade
Pois ao chegar a primavera, agradeceu por toda a sua beleza
Tudo era bônus, tudo era um presente, tudo era um só esplendor
Em suas andâncias, descobriu: lhe reservavam além
Assim, percebeu que tinha todo o universo em si mesmo
E então toda aquela angústia foi embora