Beiradão do Rio Solimões ou Origem de Tudo

O Rio Solimões do lado brasileiro começa ali em Tabatinga no estado do Amazonas. Isso eu aprendi em Geografia do Amazonas e do Brasil. Quando está no meio do Estado do Amazonas ele encontra-se com o Rio Negro e forma o Encontro das Águas. Outro dia eu conto sobre a aventura que foi subir o Rio Amazonas vindo de Maués para Manaus debaixo de um luar cheio e imenso. Na beira do Rio Solimões, na altura do Município de Iranduba, a gente conhece uma dentre várias comunidades ribeirinhas: a comunidade do Jandira.

Para a minha felicidade eu precisava localizar você querido(a) leitor(a) sobre esse local que eu visito vez ou outra. Um casal de amigos me levou no Jandira para conhecer a realidade daquela comunidade e encontrar soluções para ela. Com aquele pensamento de bandeirante e escoteiro eu queria chegar lá e resolver tudo. No entanto, aqui na Amazônia, a floresta e seus moradores é quem resolvem a sua vida.

Ao chegar no Jandira encontro o seu Belchior e dona Elsa que nos receberam como filhos queridos. Foi um reencontro. Sinto que os conheço há muito tempo. Seu Belchior tem 80 anos e junto à sua esposa tem 9 filhos. A jovialidade e a cortesia daquele senhor fez eu pensar e repensar muita coisa. Para eles que moram na beira do rio é rotina o secar e encher do rio.

Agricultores desde antes de eu ter nascido sabem os mistérios que escondem o rio e ainda assim são surpreendidos por suas ações naturais. Encontrei ali a origem do povo humilde e trabalhador da nossa floresta. Nossas estradas são rios e eles são expressivos pilotos que conduzem tudo ao seu redor. Fiquei encantado com a generosidade e a boa vontade em todo dia acordar 5h da manhã e ir nas suas plantações. E quando o rio enche perdem tudo o que cultivaram.

A dedicação e a resiliência desse povo ribeirinho é lição pra esse ecourbano que vos fala.

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