Releitura, sampling, tradição alemã, tekno, música digital em versão acústica, remix, música contemporânea……. Na TV vejo Meute, uma banda no estilo tradicional alemão, que desfila pelas ruas tocando velhas marchinhas, mas que nesse caso toca sucessos da música eletrônica. Mais cedo, estive embaixo do Viaduto do Chá na Roda de Sample, um grupo se reúne numa roda, ao redor de uma mesa, e cada um toca sua máquina e compõem uma música num esquema coletivo e colaborativo. Cada um coloca seu cut musical na roda pra criar um som que, a meu ver, poderia lembrar um pouco mais as rodas de samba. Mais cedo ainda, vi uma performer dançar e dublar na calçada da Praça Roosevelt. Uma espécie de nega-maluca com um boombox, de onde ouvia-se de rock a NoPorn, que tá lançando disco novo (ainda se lança discos, gente). NoPorn faz música eletrônica com letras declamadas algo existenciais, debochadas, cínicas, cheias de samples do cotidiano. Quantas informações numa saidinha! E eu só fui a exposição do Calder, que terminou hoje. Ah! A tarde de hoje começou com a leitura do livro Pós-produção, no qual o filósofo francês Nicolas Bourriaud compara o trabalho do DJ com o dos artistas contemporâneos. Fui longe, e te conto que antes só teve pastel, suor e feira. Boa noite! Vou assistir a Quanto mais que te melhor, de Billy Wilder e com Tony Curtis e Jack Lemmon, de 1959.