A gente cresce, afinal.

Cresce e às vezes tem crise de meia idade aos 20.

Cresce e às vezes chora igual criança aos 20.

Cresce e descobre que a vida não é só alegria aos 20.

A gente cresce e uma hora se dá conta de que a vida não está do jeito que a gente queria. E ao invés de mudar, a gente reclama. Porque a gente é acomodado. A gente jura que ama mudanças, mas lá no fundo, tem medo.

A gente cresce e às vezes sabe o que precisa fazer. Mas não faz. Aquele velho “e se…?”.

E se eu me arrepender?

E se eu estragar tudo?

E se eu só descobrir que era feliz quando essa felicidade não estiver mais na minha vida?

A gente cresce. E cresce a lista dos intermináveis “e se…?”. A cada semana, um novo “e se…?”. A cada “e se…?” uma nova preocupação. E cada uma dessas preocupações vem porque a gente vai adquirindo mais responsabilidades a cada dia.

A gente cresce e cada vez mais fica difícil jogar tudo para o alto.

Tenho 20 anos e me sinto com tantas amarras quanto quem tem 40 anos, marido e três filhos para cuidar. E eu só tenho 20 anos e um punhado de sonhos guardados, esperando a hora certa de acontecer.

Eu só espero que tantas amarras não matem os sonhos.

Eu só espero que tantos medos não matem a coragem.

Eu só espero que a acomodação não mate as mudanças.

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