Novos e velhos mares

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pela falta de refino e técnica que os meus textos apresentarão, sou apenas um bardo metido a aventureiro e talvez minha técnica literária se refine ao longo dos anos mas eu não criaria muita esperança se fosse vocês…

Já faz quase um mês que o Donzella de Ferro naufragou levando com ele parte da minha alegria, sei que parte de vocês chegaram a conhecer o meu velho navio e eram cheios de críticas ao modo como foi construído e guiado por mim ao longo desses últimos 5 anos mas teimo em dizer que foi um bom navio e que sem ele minhas aventuras nas águas do mar negro não teriam durado tanto e nem minha relativa fama teria chegado aos seus ouvidos.

Apesar de ainda manter certo contato com os sobrevivente da tripulação não tenho força para reconstruir o velho navio quem dirá capitaneá-lo então decidi deixar meus velhos sonhos aos cuidados do grande Oceano.

Nem tudo tem sido ruim para mim nesses últimos dias, ainda navego e me aventuro por esses mares mas agora como tripulante daqueles que me prezam ou dos que querem um pouco da agitação dos ventos que sempre me perseguem mar adentro e finalmente fui aceito como aluno na excelentíssima (porém decadente) Escola de Artes do Grandioso Paula Sousa onde irei começar os meus estudos formais de música e deixarei de ser apenas um bardo auto didata que toca em tavernas mal iluminadas em troca de um pouco de pão e cerveja gelada.

Como podem ver o meu futuro se mostra promissor porém como abraçar esses novos mares se ainda sinto o peso do meu mais recente fracasso?Sei que poderia procurar uma igreja de Lena ou Marah e conseguir a cura das minhas feridas mas haveria lá o poder de curar minha alma?

Todos pensam que a tempestade é o pior pesadelo de um marinheiro porém eu diria que uma calmaria total quando se está longe do continente assusta muito mais…

Bons ventos estão ao meu favor…

Que Nimb continue rolando bons dados para mim.