Se alguém me dissesse que algo sairia daquilo eu não acreditaria. Não antes de o conhecer e desvendar cada centímetro da mente e do corpo do meu novo e mais interessante amor. Deitei na cama o vendo tocar. Foi o primeiro lugar que ele foi, e o segundo que seus olhos fitaram, o primeiro havia de ser minha bunda que na ação de deitar na cama foi mostrada propositalmente. Olhei as mãos grandes, com o violão, a voz calma, qua havia sido a causa de diversos arrepios por ela no ouvido, falando sobre os maiores prazeres da vida. Me perdi, e como eu amava me perder olhando pra ele. Mas me perdi principalmente olhando ‘praquela' boca, a formas que as palavras saiam, o formato que ela fazia. Tenho uma certa paixão por bocas, e aquela com certeza era a primeira na minha lista. Eu o queria, e como queria. Era desejo reprimido de mil conversas em que se falava de tudo. Me apaixonei pelas palavras, e agora estava prestes a me apaixonar pela poesia do sexo, do nosso sexo. Num gesto sem pensar, ainda olhando pra sua boca. Pedi que parasse de tocar e me acomodei em seu colo proporcionando o beijo mais caloroso que aquele momento pediu. Aticei seu sexo rebolando, até sentir o mesmo me dando o início ao maior prazer que mais tarde eu sentiria.

Fui pega de surpresa quando ele me agarrou pelas pernas e me deitou na cama com o cuidado de quem guarda um diamante. Me olhou nos olhos, sorriu um sorriso que me arranca suspiros até hoje quando o vejo ao meu lado, se alojou no meu pescoço e me deu sensações já esquecidas pelo meu corpo, mas muito bem aceitas. Arrepiei e me senti parte dele, o abracei e me fiz pra ele aquele noite. Ele me possuía, ele me matinha em transe. Ele beijou, chupou, lambeu, cada parte minha, e me fez multiplicar o prazer que eu estava sentindo, me fez contorcer, agradecer, gemer, e pedir em alto e bom som: Me come!

Mas não antes do meu deleite com o pau que me faria desejar só ele em minha vida.

Deitei ele na cama e fui aproveitando cada parte do seu corpo, beijei, mordi, chupei, até chegar ao meu objetivo. O mais aguardado. Sempre gostei de chupar um pau. Mas o dele, o dele não era só o prazer em chupar, era agradar, era provar o gosto do homem que me tinha conquistado sem ao menos um carinho, um beijinho. Mas que estava ali pronto a receber e se deliciar com um prazer que poucas poderiam dar. Imaginação que corre, boca que sobe e desce, língua que roda e para. Velocidades que se alternam, não deixaria ele gozar na minha boca, por mais que quisesse. Parei. Olhei. Sorri. Ele já sabia o que viria. Retribuiu o olhar, fechou os olhos. E eu sentei sem se quer esperar. A reação foi a melhor. A boca se abriu e um sorriso de prazer eu vi sair, um gemido bem abafado deu as caras. E eu continuei a sentir. Subir. Descer. Rebolar. Gemer. Rápido. Lento. Beijar. Que coisa maravilhosa beijar aquela boca enquanto ele me comia e falava ao meu ouvido coisas que só me faziam pensar em como eu queria aquilo pra sempre. No meu êxtase do prazer senti ele me virando, uma virada brusca que fez delirar de prazer. Papai e mamãe nunca foi tão bom, ele me fodia, forte, rápido. Ele mandava, ele levava todo o sexo. E eu delirava sentindo o entrar e sair. Ouvindo o barulho do seu corpo com o meu, do prazer confinado e do meu escrachado. Eu me derreti. Derreti quando aquela sensação, sensação que vem antes do orgasmo de fato chegar, veio. E eu subitamente anunciei meu gozo e o ouvir anunciar juntamente. Foi um prazer sincrônico, foi como um mesmo acorde com diversos instrumentos tocando juntos. Foi a sensação de estar completa por alguém, foi o tempo da sensação passar… Ele se deitou em cima de mim e falou bem baixinho, com a voz cansada, suspirando pelo ato “vamos mais uma vez?”. Gargalhei, e disse que precisava de um tempo para me recompor e pra namorar um pouco aquela nudez, aquele estado, e pra fazer a poesia do momento. A poesia do sexo. Do primeiro sexo de muitos que se repetiram (eu esperava pelo menos). Peguei minha caderneta de anotações, a caneta, deitei ao seu lado. O olhei bem no olhos. Tenho mania de anotar o que eu sinto. Naquele momento era amor, mas não precisava dizer isso a ele. Na caderneta só escrevi “o início de uma poesia destinada a ti”.

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