no final tem (a)mar

eles, que são mansos e parecem estar fluindo dentro da correnteza, sem passarinhos bicando na margem ou galhos encravados no leito pela raiz. riachos que quase convencem os passantes de sua profundidade, mas não têm esse rombo único, feito de erosão que acontece apenas a cada três ou quatro vi(n)das. dentro desse fervedouro que borbulha, mas não a (pro)funda, meu silencio é narrativa. para eles, que correm aqui em frente, sem fúria, gozando sem dor, sem saber que desespero é sinônimo de vida. em algum dicionário secreto que aí, por aí, está.

(h)a firmeza, capaz de mudar o curso, sem fazer usina e mesmo assim inundar teu estado inteiro. então, tromba d’água desce. e de testemunha, somente cachoeiras.

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