
De acordo com as novas leis sociais, apaixonar-se virou crime hediondo.
Sem o perdão do “Estado”, os eternos apaixonados se aprisionam em celas intocáveis de sofrimento e angústia. Não deve soltá-los, apenas alimentar ainda mais a ardente chama que os mantém vivos, sendo esta a mais incoerente e paradoxal atitude.
Manchas de ódio irão surgir, se destacarão pela cor escarlate do vermelho de amor e mancharão as lembranças daqueles que só querem seguir em frente.
Outro complexo crime, porém o mais comum entre os que estão apaixonados, é o da fuga. A eterna fugitiva daqueles que não querem ser pegos pelas grades do “estado”, travam uma luta incansável para não admitir, ou ao menos escutar, o que grita dentro do peito: a paixão avassaladora que não sabe disfarçar o que quer, apenas concorda em seguir o fluxo que a vida os leva.
Iza.
