O que os olhos disseram aquele dia

Você não sabe das batalhas que as pessoas passam. Talvez a guerra velada põe uma máscara com sorriso e te faz acreditar que ele é verdadeiro.

As batalhas cotidianas se repetem. sempre. de maneiras diferentes. quando perde o sono na madrugada ou quando abre os olhos às 7. Mas elas sempre vêm. Talvez o que você vê é superficial demais e está imensuravelmente distante do outro lado. do abismo.

E ela não se importa com essa longitude. Seria um crime hediondo se esconder assim? enquanto derramava suas palavras nos meu ouvidos, ela me fez acreditar que isso é um mecanismo irracional de defesa. Porque a permeabilidade da pele não reflete na invisibilidade do interior. Pelo contrário, tudo é absorvido mas ela, cuidadosamente, não permite ser visto.

O cuidado tem lugar marcado. Atravessar a fronteira é saber dos sentimentos incontroláveis. é enfrentar aquilo que ela luta em esconder ou, em raras vezes, descobre sobre as forças que possui e consegue vencer aquele dia.

E isso são batalhas. Talvez você nunca saiba. Enquanto você fala e desfala, já foi engolido. o deslize absorvido e aquilo ecoa por tanto tempo. mas talvez você nunca saiba porque está ocupado demais para notar os sinais daquilo que não foi escondido.

Sua voz é muito alta para o silêncio da dor que não pode ser gritada. filho de um tempo sem tempo, você não lê essas palavras aqui escritas. nem entenderá o que os olhos dela disseram aquele dia. e isso são batalhas. talvez você nunca saiba.

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