A Mediocridade de Marte.

Sobre mim e Alyssa Carson.

Alyssa Carson. Uma menina de apenas treze anos que tem uma vida muito mais interessante que a minha, a sua, e a minha e a sua juntas. Acho impressionante como esses jovens (leia-se mais novos do que eu) são tão incrivelmente sensacionais enquanto estou aqui, fingindo que masco chiclete e arrancando fios de cabelo.

Daqui a 20 anos, Alyssa vai para Marte! A menina já ganhou prêmios da NASA, faz treinamentos para se tornar astronauta, tem aulas em inglês, francês, mandarim e espanhol. As ambições de Alyssa são altas: Cambridge, International Space University e Massachusetts Institute of Technology. Apenas.

Carson quer mesmo se tornar astronauta e já treina há anos para que isso se torne real. “I don’t want one obstacle in the way to stop me from going to Mars”, acressenta ela dizendo “failure is not an option”. E nessa linha tênue ela vive. Alyssa deve aprender que não aceitar um fracasso é algo que pode ser muito perigoso. Independente de tudo isso, ela vive a infância entre aulas de natação, ballet e festas do pijama.

Enquanto isso, estou aqui, ouvindo pessoas me dizerem para evitar riscos e assegurar o que já pode estar garantido. Estou aqui, sendo incomodada por pessoas que falam alto no transporte público e alegam que “Hitler deveria governar o Nordeste”, e que “todos os senadores, deputados, presidentes, etc. poderiam ser postos em avião que seria posteriormente explodido”. Enquanto Alyssa treina em um Space Camp para ser “o idoso que planta uma árvore”, estou aqui, intrigada com o relógio.

Acho que poderíamos fazer uma competição: o mais medíocre vence. Valendo!

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