Rain is falling from my eyes. Uma chuva sabe-se lá de quê, porque ela é imaginária. As coisas não fazem muito sentido. Quero apenas sair daqui, sentir de fato essa chuva que pode sair de mim — de peito aberto. Mas o que sinto é uma espécie de rancor; por pura frustração, aquela tão famosa por travar gargantas. Eu não consigo gritar. Falta-me energia (ou há excesso de). Tenho tentado sentir o amor, mas ele é tão instável. Ele é a mente lutando contra todas emoções do mundo. As palavras constroem e as ações destroem, assim como o fluxo me guia para algum lugar entre alegrias e precipícios e a mente me deixa plantada no mesmo lugar. Petrificada. O destino é o isolamento do mundo e exteriorização de tudo que faz mal no espaço mais remoto. A Lua, quem sabe. Mas aqui é onde estou, e a gravidade me puxa para baixo. E que peso ela me faz ter! Afundando em direção ao centro da Terra, onde tudo é tão quente, porém o que consigo é sentir minhas extremidades geladas. Minha temperatura é negativa de dentro para fora, uma única faísca parte do coração e aquela chuva desfaz tudo. O recomeço é do ponto de partida. Até o fim. Em círculos.