Sempre pagamos o pato.

João Pedro Costa
Jul 21, 2017 · 3 min read
Avenida Paulista, São Paulo, 2017

Gritávamos até pouco tempo: “Não vou pagar o pato!”, contra a politica falha (populista) do “governo petista” que causou um rombo imenso nos cofres públicos e aumentava cada vez mais os impostos para o cidadão comum financiar os seus erros e desvios de verba.

O PT foi DEMOCRATICAMENTE RETIRADO da presidência, mas o problema continuou, não é possível consertar mais de uma década de incompetência na gestão pública em 2 anos.

Embora a corrupção, o desvio de dinheiro público, o corporativismo e as concessões são problemas muito mais velhos que o PT, partido fundado em 1980 e que chegou no poder em 2003.

O problema é bem mais antigo que isso.

O Brasil é um país com um estado gigante e ineficiente, seja em qualquer área, até nas que o estado nem deveria estar presente.

E para manter um estado grande e ineficiente é necessário muito recurso público, dinheiro que sai dos nossos bolsos direto para o bolso dos nossos representantes públicos (risos) através de desvios dentro de projetos de política pública.

Hoje o presidente Michel temer, da chapa PT/PMDB, fez um anuncio do aumento da alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis, que já entrou em vigor e esse está sendo o resultado:

Posto de gasolina em Salvador, 2017

Em declaração, o Presidente em exercício afirmou: “A população vai compreender porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos. É um governo verdadeiro, então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende”.

Mas por que repassar diretamente para o povo? Para pagarmos o pato das decisões erradas do governo que ainda estão acontecendo?

O Governo poderia cortar ou fazer reduções em gastos que geram bilhões em custos aos cofres públicos, seriam eles:

  1. O Bolsa empresário, que tem um custo de R$ 30,2 BILHÕES.
  2. A Lei Rouanet, que poderia continuar existindo para ajudar pequenos artistas ( Os artistas famosos já sabem caminhar com os próprios pés) e tem um custo de R$ 1.7 BILHÕES.
  3. Extinguir cargos comissionados, um dos sistemas mais falhos de desvio de dinheiro ( O POLITICO COLOCA QUEM ELE QUISER PARA SER ASSESSOR E PEGA A GRANA PARA ELE), que tem um custo de R$ 3,5 BILHÕES MENSAIS.
  4. Acabar com os correios, uma empresa que só da prejuízo ao país para operar, é ineficiente e tem o monopólio de entrega nacional que nos dá um custo de R$ 2,1 BILHÕES AO ANO.
  5. Fazer controle com TODOS os programas de governo, esses tem custos anuais maiores que o BILHÃO, temos programas que poderiam funcionar, mas acontecem muitos desvios, inscrições de laranjas, beneficiários fantasmas…
  6. Reduzir o estado ao básico .

Fonte: Spotniks.com

Isso nem entra em consideração da parte dos políticos, para eles, temos obrigação PAGAR O PATO.

Não adianta querermos menos impostos, mais claridade na gestão pública e menos corrupção, se temos um estado grande.

)

João Pedro Costa

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Liberal, Estudante de Engenharia, Atleta amador, Torcedor do Cruzeiro apaixonado por politica e economia.

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