Sabemos mesmo usar a Internet? Ou melhor, sabemos mesmo que não contribuímos em nada para a famosa "crise" ?

Esses dias me deparei com a capa da TIME que dizia sobre o porque estamos perdendo a Internet para o ódio. O querido amigo Gabriel Lucas me abordou na hora sobre o assunto e trocamos algumas idéias bem produtivas.

Sempre quis falar sobre esse assunto e nunca parei para isso, mas agora acompanhando a página do Itaú resolvi escrever. Sobre o Itaú, essa madrugada um camarada se dispôs a ir em vários posts do banco no Facebook e declarar todo o seu ódio mortal a instituição que segundo ele induz o cliente ao erro ao dizer que um crédito é pré-aprovado. Que a insatisfação com o banco é tremenda, que foi o pior negócio da vida. Não bastasse ser em um post, ele foi em todos até conseguir o que parecia ser o objetivo. "Dá até medo de abrir conta nesse banco, olha só os comentários.." dizia um segundo jogador no game. 1 x 0 ódio.

Chegamos ao ponto do texto. Estamos mesmo usando a internet corretamente? Estamos mesmo absolvidos de toda a crise que falamos que nos envolta? Não participamos de nada disso? Ao depreciar a imagem de uma empresa, ao falar mal de um produto que por muitas vezes o julgamento é subjetivo, ao explanar a nossa opinião e ódio tão publicamente, não ajudamos em nada para que o movimento da tal empresa diminua e por consequência o seu lucro, a sua folha salarial tenha que ser apertada e o desemprego é gerado. É tudo culpa de quem manda mesmo? Muitas vezes sim, sem dúvida. Mas a nossa parte, estamos fazendo? Quando foi a última vez que você deu like no negócio de um amigo para ajudá-lo? Ou melhor, quando foi a última vez que você comprou algo para ajudar um negócio? Quando foi que você viu um negócio bacana e resolveu investir nele? "Ah mas era caro". Ok, é a sua opinião. Só que essa você não bradou aos quatro ventos, por que? Por que somos obcecados por disseminar opiniões negativas e não as positivas? "Ah esse disco de fulano de tal é uma merda", "Ai amiga, olha que horrível esse look". Reparem no quanto de coisas ruins temos em relação a coisas boas.

Já comentei com alguns amigos que tenho pavor daquele grupo "Aonde não ir em Cuiabá". É pavor mesmo. Não consigo entender nenhum motivo para a existência do mesmo. Eu preciso ser informado onde não ir? Não somos a geração mais informada de todas? Se surge um restaurante novo eu consigo através da opinião dos outros, que nunca vi na vida, que os gostos não batem em nada com o meu, decidir se irei ou não naquele lugar? Se ajudarei ou não no sucesso daquele negócio? Talvez sejamos a geração com mais informação de todas e ao mesmo tempo a mais desinformada. Sabe quando vemos por aí "Aqui não tem wi-fi, conversem entre si" então, saia desse tipo de grupo, viva por você. Se foi até um local e não gostou, você tem TODO o direito de reclamar, mas isso é entre você e a empresa. Se for em rede social, faça no privado. Por que que para fazer a reserva no restaurante a conversa é somente entre vocês dois e para falar mal você precisa expor pra todo mundo? "Ah mas eu preciso falar para os meus amigos", ok, isso é importante e deve ser falado, mas lembra da plaquinha do wi-fi? Então, fale diretamente com o seu amigo, de preferência em algum lugar que estejam pessoalmente se divertindo. Talvez um dia você terá um negócio e estará do outro lado.

Acho que vale a pena refletirmos sobre como nos comportamos em relação as empresas no mundo virtual. Empresas são feitas por pessoas e ao serem atacadas, lembre-se que estamos atacando pessoas e não uma marca. A marca talvez seja a mais fácil de se recuperar, as pessoas provavelmente ficarão com marcas por um longo tempo. Cobramos muito amor do mundo, vamos cobrar mais amor de nós mesmos.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Junior Rossato’s story.