A mosca e a prostituta

“Faceless Weeper” por Adam Guzzo

Espano com cordas em dedos, olhos nos olhos, braço na mão
e tu me encara de volta, em ruína, nesse chão gelado.
Eu largo meu tocador de abalos e te encaro, nua, atirada
fingindo que cansou de exercer seu papel,
que, por uma vida inteira, tanto amou
se fingindo humana, comendo humana
bebendo humana, voando humana
por um céu que tu declara só teu.
Sem reconhecimento, sem expressão
urrando a sinantropia que
nos faz viver
aqui, do teu lado,
sorrindo às tuas dores
e esquecendo teu nome,
perdão.

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