Eu não fiz por você, fiz por mim.
Eu não fiz porque queria ser negro, isso é indiferente pra mim.
Eu não fiz pelo que representa pra você, fiz pelo que representa pra mim.
Nasceu de parto natural, quem puxou foi a parteira do bairro. Bairro, não: amontoado. Lá do lado do lixão, no espaço que sobrou pra erguer o barraco. Uma gambiarra feita com o que sobrou do lixão. Nada mal, tinha até televisão.
Quero que um dia ele não tenha que me provar que presta. E quero que eu não tenha que provar que acredito que ele presta. O encontro tem que ser natural. Sem pé atrás, sem falsidade.