Você já gostou de alguém por completo? É um sentimento estranho, fora de todo convencional. Você se sente acuado, fragilizado ao saber que sua felicidade agora indiretamente depende da alegria de outra pessoa, a mão começa a suar inexplicavelmente, a fala perde o sentindo, tudo ao seu redor parece ser matizes de cores. Sinto- me um apaixonado por natureza, um amante a moda antiga, daqueles que ainda vibra e faz o coração soluçar quando alguém me diz que se sente especial por me pertencer em seu lado e que fala no meu ouvido coisas simples sem nenhum embasamento cientifico pois apenas quer conversar sobre as coisas “cistemáticas” que vivem os dias atuais. Eu sinto saudade disso tudo, saudade de sentir as famosas borboletas no estômago tomarem voo quando alguém se torna interessante a você e essa ideia é muito diferente de amor, pois gostar é a predisposição de quem ama, então amar é o patamar mais alto que ainda não entraremos em conversa. O destino, por diversas vezes, coloca pessoas que mudam teu convencional e que fazem crescer esse pensamento de “gostar sem medo” dentro de nós. São pessoas que pensam, agem, fluem e questionam tudo iguais a você e com isso gera uma certa dependência de estar ao lado pois sabe que ali tem auxílio. Agora, apesar do auxílio, como posso ter a certeza do oposto? oposto na qual: será que elx também gosta de mim? É essa a pior parte de tudo, a falta do roteiro que poderia te salvar do sofrimento por gostar de alguém sem correspondência. Talvez gostar de alguém seja o maior erro daqueles que só querem ser amados, o estágio inicial mais doloroso do amor. Gostar de alguém não precisa ter regra, cor, preferência corpórea, sexualidade ou gênero. Gostar de alguém precisa apenas de gostar, do “estou bem pois estou ao seu lado” sempre verdadeiro. Gostar de alguém é se transbordar de amor até encher o corpo do outro.