não era pra ser pra você.
tive de parar o outro texto. não consegui concluir nada. nem as palavras acadêmicas, nem o meu pedido de desculpas pra a última pessoa pra quem me vi obrigada à dar as costas. não tenho estado na ordem do dia. tampouco tenho organizado minha gaveta de documentos, ou sequer achado as chaves de casa pra sair correndo.
esse texto não era pra ser pra você. mas eu precisei voltar pra te dizer algumas coisas. e agora, olhando pra essa sua cara, de quem espera ouvir coisas banais como o meu posicionamento diante da última notícia no canto esquerdo da folha de economia, eu não vou conseguir contar nada sem querer chorar. porque dessa vez eu preciso que te atravesse, como há muito tempo tem atravessado.
a minha garganta.