Reflexão de Domingo nublado


Quando nos conectamos com a “nossa vida” virtual, consequentemente nos esquecemos da vida social REAL.
Hoje as pessoas não se se ligam como antes, não se tocam, não se vêem . Estão pouco interessados em saber realmente como você está. Estamos vivendo dias cada vez mais superficiais, frios, líquidos.
Banalizamos o amor. E agora não se sente os olhos nos olhos, o frio e a tremedeira que dá quando encostamos as mãos na da pessoa que gostamos pela primeira vez, não fazemos questão de estar sempre perto, não tem mais votos verdadeiros de amor. Hoje em dia é cada qual em cada qual com seus aparelhos eletrônicos num show de exibicionismo disputando a melhor selfie, os melhores looks e falacias para serem promovidos no cargo de quem tem mais likes em suas redes. 
Amor? Esses também tornaram virtuais. Namoram-se para forjar uma máscara de vida social saudável que não existe. Vivemos numa onda de “No jogo do relacionamento, ganha mais quem demonstra menos”. Eu não quero ganhar nada. Eu quero viver, quero amar, sentir prazer. Dizer a pessoa que amo o quanto é linda, o quanto sinto tesão por ela. Quero que saiba tudo que sinto e quero saber o que sente também. Não quero viver um jogo. 
Toda essa onda me deixa angustiada, num estado ansioso e depressivo. E toda essa angústia tende a me afastar dessas pessoas contaminadas pela onda do disfarce, do mundo perfeito que só é exibido no mundo virtual. 
É válido um espaço virtual. Mas é necessário muito mais, é preciso de uma vida social sem disfarces, sem tamanho show de exibicionismo nas redes. 
Mais toques, calafrios, sentir, dizer. Uma vida social saudável. Apreciar as coisas simples da vida que encontram-se em extinção.

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