
Melancolia pós álbum
Todo dia o mesmo teto e o insuportável silêncio absoluto, com tato tento me convencer mas a racionalidade está de luto. Tenho a retroescavadeira pra demolir o muro, mas prefiro que caia de maduro. Das preferências tenho as piores, desde Los hermanos ao Tim Maia, quando penso em algo mais animado minha mente vaia, e continuo no bloco do eu sozinho. Andando devagar pra dar tempo de terminar ao menos o refrão, me perco sempre nos caminhos, literalmente, erro as curvas e entro nas ruas de sempre. Porém, de maneira não literal, onde é que eu vim parar? A avenida é sempre a mesma, depende de onde vem pra saber se é descida ou subida. Mas se não sei nem onde estou, como sei que tô subindo ou descendo? Me pergunto isso enquanto as pessoas que me rodeiam dizem sem rodeio que eu as ajudo a segurar aqueles 8 segundos em cima do touro. E assim vou equilibrando a balança, me contentando em inspirar vida enquanto aspiro a vala.
