/ Crise dos 2 anos /

Quero aqui nesse texto trazer um olhar sobre a crise, sem gerar uma aversão para a palavra como um terremoto chegando ou algo que nos aterroriza pelo medo, pois na crise também habita a mudança. O problema então é destacar a cegueira que pode nos levar ao esquecimento e por fim, a desmotivação.

Photo by Sylvain Reygaerts

É normal sentar hoje em uma roda de conversa com amigos dos 20 e poucos e depois de alguns papos, rolar um assunto sincero — “Estou vivendo a crise dos 2 anos”. Pois bem, somos uma geração acostumados com a mudança, queremos o novo, quebrar paradigmas e muito mais o aventurar. Com isso, vivemos um ciclo vicioso. O trabalho que parece ser perfeito no início, ganha seu estágio de tédio ao completar 2 anos. Os relacionamentos que pareciam ser singulares, tornam-se motivos para separação. As roupas, aquilo que vestimos, o que consumimos — tudo é insatisfação e começamos a trilhar o caminho da insegurança e da desistência.

Essa crise por fim é muito fácil observar no meio da igreja. Para o jovem ou aquele que descobriu a graça, descobriu o Evangelho é tão empolgante viver aquele primeiro amor que ele mergulha profundamente nisso e promete a si mesmo que encontrou a razão do seu viver. Porém, o que acontece então quando esse mesmo alguém após dois anos — ou para alguns antes ou depois pois o período é meramente ilustrativo — já não quer mais orar, ler a bíblia, está deprimido por feridas, por mágoas e decide então abandonar.

O que mais chama atenção é que no meio de tudo isso, sempre existirá aqueles que seguem a contramão ou a contracultura. Por muitas vezes esses são tachado de careta, sem visão, tradicional ou ultrapassado. Acredito fielmente que a mudança traz grandes benefícios e que talvez somente ela vai te fazer valorizar o que tinha antes ou aprender novas coisas, porém minha insegurança está para a mudança baseada na negligência e no desvio.

E é isso que observamos no capítulo 2 de hebreus, os cristãos estão aqui passando por talvez a tal “crise dos 2 anos” onde o Cristo que eles ouviram testemunhar, parece que não irá voltar e estão perdendo tempo com isso gerando neles uma insegurança a ponto de começarem a viver uma fé híbrida e a voltar a viver a fé e as práticas do judaísmo. O Alerta então que o escritor nos faz é:

“Hebreus 1 — Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.” ou “Hebreus — 3 como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? “

Se a crise dos 2 anos nos alcançou e estamos sem força para continuar, que ainda tenhamos diligência para lembrar das palavras do autor sobre Cristo que é maior que a crise: “Nele porei a minha confiança” (verso 13)

Desafio #1capitulopordia — Hebreus 2