02.07.12

Revirando minhas pastas, achei uma carta que eu nunca entreguei. Não tenho mais porquê guardá-la, tô pondo aqui pra desapegar mesmo.

“Eu sei que você deve ter milhares de carta — contando não só com as minhas — mas eu precisava mesmo escrever. Do nada. Talvez eu não saiba demonstrar tanto assim a sua importância pra mim, e talvez você ache que me ama mais do que eu o amo mas vou te mostrar como só o pensamento em si chega a ser absurdo. Noite de chuva, você tá numa comemoraçãozinha enquanto eu, escrevendo algo pensando em você; Eu tenho uma agenda que na verdade virou diário, porque você o fez assim na verdade, eu sempre quis fazer uma e nunca consegui porque não tinha algo que me motivasse a querer relembrar meus dias, que fizesse eu ser essa colecionadora de lembranças; Eu sei como você se sente sem ao menos me falar, ou quando tenta me convencer do contrário. Sei mesmo. Quando está com ciúmes, simplesmente se afasta, fica calado, porque não quer que ninguém se incomode com ele. Quando quer falar algo difícil demais ou que sente vergonha, não usa a nossa língua, de preferência o inglês. Quando você vê eu mexendo no seu ipod, trocando as músicas a cada 5 segundos e não diz nada, sei que quer berrar “PELO AMOR DE DEUS, DEIXE AO MENOS ATÉ O REFRÃO!” mas ao invés disso, me olha calmamente e solta a minha risada favorita por estar ali fazendo NADA DE ÚTIL, mas que está ali comigo ao menos. Ou quando falo da minha paixão por Paris e francês todo o tempo e você, super paciente, ainda tenta me ensinar algumas palavrinhas, mesmo sabendo que o máximo de francês que eu vou saber — lembrar, chegar perto — é “ui” e pão-francês.

Sei de cada coisinha que te irrita em si mesmo e cada arrependimento seu, assim como também sei que você consegue ser extremamente palhaço mas eu ainda consigo fazer piada de muita coisa que você ainda não consegue. Sei da sua atração magnética por bolas, seriados, que você costuma não comer (não sei porque) e que dorme tarde falando que está cedo. Percebo quando está com idéias obscenas ou se está com sono. E sei muito mais que quase um ano de “eu conheço o peugador” pode ensinar. Agora, você sabia que toda vez que eu não tenho sua presença na sexta, nem que seja só pra dormir deitada no seu colo naquele maldito banco, sinto como se minha semana não valeu a pena? Ou quando você recebe mensagens de outras garotas no seu celular, no orkut ou declarações e mais declarações eu peço amém por não conseguir matar pessoas — ainda — com a força do pensamento? Que quando eu falo “não sei”, às vezes não sou tão sincera porque gosto de sentir — e realmente — aprender com você? Pois vou te falar umas coisinhas e concluir o que eu tanto pensei essa noite. Toda vez que eu estou com você, imagino se no dia seguinte vou te ver de novo; Quando vejo que está chateado com algo, quando eu estou com ciúmes, piro por dentro mas não demonstro porque acho que isso vai te afetar de alguma maneira; Reparo no seu sorriso toda vez que eu te encontro, você pode não gostar, mas eu sou apaixonada por ele. Amo te escutar no telefone; Quando você me abraça eu realmente entendo o lance de livros “o mundo para de girar” e sua gargalhada pra mim, seria minha canção favorita; Aquele bebê do shopping não chega aos teus pés; Eu sempre te evitei porque queria provar pra mim mesma auto-controle e eu adoro o fato de não entender o que você fala “pesquisa no Aurélio”. O barulho de mensagem chegando é o meu barulho favorito. EU AMO O SEU CABELO. Não me lembro como a gente começou a se chamar de Migs; Seu celular é um dos únicos números que sei de cor, você é tão bipolar quanto eu e tudo isso se junta com a confiança e segurança absurda que tenho com você. Por que? Eu descobri que posso me apaixonar pelo meu melhor amigo DE VERDADE e que não ter feito muita coisa pela “primeira vez” pode ter sido porque esperava você chegar com a adrenalina. Porque agora sei porquê não acreditava em pra sempre e porque de vez em quando falo pra você. Porque agora eu sei aonde eu sempre devia e quis estar. Porque não há rotina com você e porque “ELE É SEU” ❤ “

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.