21.01.13
Enquanto eu sentava num banco com as pernas para o alto mexendo nas minhas coisas. Ele resmungava um pouco sobre a vida lavando louça. Me perguntou se eu acreditava no amor. Eu respondi que sim, que até em mais de um. “Eu acho que é tudo conveniência”, disse ele. Doeu escutar aquilo vindo de um velhinho que eu sempre admirei. Um casamento de quase 40 anos e não tinha mais sentido pra mim olhá-los da mesma forma agora. Ela, só implicava com ele quando estavam sozinhos. Ele, questionava-se sobre seus sentimentos por ela. Mas mesmo assim não se largavam. Acho que não se veem sozinhos, sem o outro. Mas que doeu, ah, essa doeu. Minha crença foi um tiquinho abalada novamente. Ainda acredito que haja esse sentimento tão peculiar por aí, tomara que o meu doce velhinho, de cabeça pelada e coração mais ainda, veja logo o que eu tanto ando enxergando neles. E que dê sentido a tudo de novo.