22.12.12
Assisti a uma palestra em que a menina artista, muito jovem por sinal, falava sobre sua exposição. Mas não era uma exposição daquelas tipo “A fome na África”, não, não. Ela quis fotografar coisas próximas à ela, pois não se achava no poder de dizer algo sobre tal assunto, se ela não o vivenciava, não sabia o olhar de dentro, apenas o olhar de fora. Uma sequência de fotos do seu dia-a-dia foram mostradas e começou com uma de uma árvore caída. Já daí me identifiquei. Ela dizia que começou a fotografar uma, depois via outra árvore caída e fotografava de novo, e de novo, e de novo, virou fixação. No início ela disse que não fazia sentido e deixou nas suas gavetas as fotos reveladas, mas essa mania perpetuou por um bom tempo. E aí pensei na minha, eu tenho a foto da janela do meu quarto, algo que me fascina no céu, com o alto, que eu não entendo o porquê mas tiro assim mesmo. Disse a Jana, palestrante, que um dia vai fazer sentido e que essas fotografias são reflexo do meu inconsciente. Agora é só esperar e ver acontecer.