27.12.12

Rita. Rita. RITA. R-I-T-A. Rayssa. Rayssa. RAYSSA. R-A-Y-S-S-A. Não há a menor semelhança, mas de onde foi que eu tirei esse nome? Acho que foi uma tentativa minha de ganhar atenção fazendo gracinha; Deu certo? Não sei, mas o apelido pegou Haha. À época, acho que o que eu queria, às vezes, era fingir que nossa amizade era exclusiva. Como fui idiota! Não era necessário fingir nada, nem pra provar nada a ninguém. Eu realmente não gostava de te chamar de Ray, e não queria ser mais um chamando você de Ray. E não fui. Rita nasceu como uma marca, exclusiva. Mas eu não te chamava de Rita pra provar a exclusividade da amizade e sim porque eu não conseguia te chamar de Ray. “Quem é Ray? Pra mim só existe Rita! Rita! Minha Rita! Haha” Rita veio cercado de risos, risos, centenas de milhares, como sempre. rs. Rita não é só um nome, um apelido, um pseudônimo. Rita é uma personalidade, uma alma de bondade, uma onda de riso, um poço de consolo, um abraço quente e apertado, uma luz no fim do túnel, um porto seguro. Rita é amizade. Rita é irmã. Rita é amor. Rita é poder confiar do mínimo ao máximo, sempre. Rita acabou sendo mais um pilar na minha vida, um pilar forte que me sustenta e espero ser sustentado até a morbidez da minha carne se encontrar com os vermes do solo. A casa sou eu. O solo é minha base. Solo firme. Mas só isso não basta, haja pilar pra me sustentar! E, ironicamente, há poucos. Mas, como esperado, Rita é o central, chego até a pensar se esse pilar, com o tempo, não vira o solo. Afinal, família é a base e temos sobrenome em comum. Oi, parente distante! (…) Passados 15 anos, cá estamos em 2009. Festa de 15 anos da Ju. Evento social, mais querido por todo e qualquer adolescente. Música, dança, pessoas, drinks. Funl, funk, pegação, pessoas, troca de olhares, movimento, perda, procura. Procura, procura, procra. Acha, não o que procurava, mas o que já era predestinado há tempos. Ele, com 15, ela com 14. Forma engraçada de se apresentar: “Cadê a priscila? Rayssa, cadê a priscila?” Olhar surpreso. “Ela tá ali. Como você sabe meu nome?” Ele ri. “Orkut. Valeu”. Diálogo tão confuso e tão claro ao mesmo tempo. Ele sabia que ela era diferente. Ela, também. Ele com métodos secretos, pegou o telefone dela. Ela ficou mais surpresa ainda. Risos, muitos risos, centenas de milhares. Criou-se a base. Criou-se afeto. Criou-se a ligação. Criou-se amizade, irmandade, amor. O tempo apenas aperfeiçoou.O tempo. Aquele mesmo que os juntara, de “longe” para “perto”. “Like old times”… “It’s not the same!” Essas frases sempre me chamaram a atenção. Parece que foi ontem que nos conhecemos. O tempo engana. Faz mais de um ano. Mudanças. Nossa amizade sofreu, e ao mesmo tempo não sofreu com as mudanças. AS frases são paradoxais, pois “como nos velhos tempos” dá idéia de que agora é o mesmo que antes, mas “não é a mesma coisa” contra-ataca a idéia. Verdades e inverdades. Não há verdade, muito menos inverdade. O que se tem é evolução. Aprendemos muito, um com o outro, durante todo esse tempo. As palas, os segredos, os momentos, os fatos, os históricos de msn, as ligações, 365 dias, de 27/03/09 a 27/03/10, de história, de lembranças. Doces lembranças (a maioria hahaha). Como nos velhos tempos, é. As amargas são as odiadas, porém são tão importantes quanto. A dor nos faz crescer. A decepção cria feridas mas o tempo e a amizade recuperam sem deixar cicatrizes. Não é a mesma coisa. Não é como nos velhos tempos. Relaxe. Respire. Dê tempo ao tempo. O que está longe fica perto. E ficou, como nos velhos tempos. Frasezinhas interessantes, bem peculiares. Não é a mesma coisa que as outras amizades que eu tenho, é uma amizade diferente, especial, peculiar. Esperado do “efeito Rita”, ser algo único, singular, especial, marcante. Marcante. “Você tem um lugar reservado no meu coração”. Clichê. “Rita, você tem uma mansão reservada no meu coração”. Pronto, melhorou. Hoje não vou dormir cedo, mas sim realizado. Faz 1 ano, 2 meses, 26 dias e 23 horas que eu te fiz aquela pergunta besta, que gerou tudo isso. O tempo. Aquele que nos uniu, nos une e nos unirá. Aquele que vai aumentar os números cada vez mais. Acabei de olhar meu relógio. 23:06. Data: 23/06. Cômico, né? Queria escrever muito mais porque você merece, mas o sono vai me vencendo a cada minuto. É tô ficando velho, snif. Hahahaha Pessoas normais vão chegar em você e falar aquela baboseira clichê de “feliz aniversário”. Decidi não fazer isso esse ano. Decidi fazer o clichê do “Você não merece tudo de bom hoje… mas sim sempre”. E é verdade. Você doa tanto de si e dedica-se tão pouco a você própria. E ainda se sente culpada de certas coisas. Eu sabia, é um anjo, ingênuo e solidário, não quer ferir ninguém. Você sempre me atraiu com isso. Doçura, solidariedade, sem precisar receber nada em troca. E eu, poço de carência, vi que tinha que encontrado a mina de ouro. Verdade. Mas ultimamente se inverteu, o anjo precisa de atenção, de carinho, de companhia, de amizade, de amor. O anjo precisa de tudo de bom e felicidades para voltar àquele semblante alegre e sorridente que irradiava bom astral pra dentro de mim. E agora eu tenho que ser útil (1 vez na vida, né? haha) Não precisava nem dizer isso, porque você sabe, mas tudo que você precisar você PODE e DEVE contar comigo. Afinal de contas, se eu não cuidar do meu pilar principal como vou me sustentar? Como? Tell me, tell me, TELL ME! HAHAHAHHA Lembrei que isso é tipico meu. Outra coisa típica minha? Ler as palas. E contar as estrelinhas de papel que você morreu pra fazer. São 11 estrelas. 11 motivos pra sorrir. 111 motivos pra me fazer você sorrir. Olhei meu relógio de novo. Tô rindo alto! Sabe que horas são? 23:23. Significa algo? Sei lá, duvido. AS pessoas de quem eu gosto eu não gasto apenas um minuto pensando nelas, porém todo o tempo. O tempo que trouxe “longe” pra “perto”. Aquele que te deu 16 anos! (…)

Continua com as palas. Uma carta de dois anos atrás que eu nunca transcrevi. Mas que eu me emociono toda vez que leio. Obrigada por tudo, você que nunca remeti uma homenagem se quer, merece bem mais do que isso claramente, tomara que eu faça por onde no dia-a-dia. Temos nos distanciado mas como você mesmo disse, é coisa do tempo. Já já ele te traz pra “perto” de novo. Te amo, irmão. Obrigada por ser esse anjinho, sempre presente até mesmo na ausência.