19/2/2016

não há palavras.
não há palavras.

nem melodias.

só freqüências únicas do sonho mais profundo que possa existir.

não há palavras.
não há palavras.

nem duras certezas.

o inexplicável salta, transborda e explode em sensação.

não há. não há.

tudo o que for dito é pequeno.
tudo o que for visto é infame.

não é para qualquer um.
Mergulho profundo nas ondas do mar da mãe de tudo.

não há palavras.
só há poesia.

SP. 19/02/2016.
©Jean Boëchat