22/10

Simplesmente. De um jeito que a gente não sabe, não percebe, não entende. De um jeito que ninguém explica, que ninguém resolve, simplesmente. Nem pelas leis da física, pelas jurisprudências históricas, pelas coincidências máximas, pelas certezas absolutas. Simplesmente. Como se tudo fosse comum. Como se o diferente completa. É autossugestão, é direção perigosa, é fantasia pura. De um jeito que os astros empurram, os sorrisos conclamam, as novidades se permitem. De um jeito que eu não saberei, de um jeito que não viveria, de um jeito que não adianta. Para se perder nos algoritmos. Para não restar no nada. O mesmo nada que ninguém vai ler.

SP. 22/10/2016

©Jean Boëchat

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