28/01

A tua presença invisível. A tua palavra que não se diz. Aquela verdade difícil de saber. Aquela certeza obscura de perdição. A tua presença imperceptível. A tua presença. Aquela construção implacável. Aquela minha capacidade iletrada do improviso. A tua presença, quase num susto. A tua presença, no pouco de um beijo. Como raio que atravessa as faces. Aquele dia. Aquela noite. Aquela vontade. A tua presença inexorável. A tua presença apenas por um dia. Durou uns poucos minutos. Tempo de canção. E sensação de eternidade. O teu nome que não sai de mim, não sai, das minhas gavetas. A tua, a minha, a nossa presença. Inteira.

Porque tudo que escrevo é o que eu perco.

SP. 28/01/2017

©Jean Boëchat

Like what you read? Give Jean Boechat a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.