Pokémon, a saga

No findar dos anos 90 chegava no Brasil o desenho animado que virou febre entre as crianças e jovens de todo o mundo: o Pokémon, que significa “monstro de bolso”. O anime, criado em 1996 no Japão chegou ao Brasil em 1999 alavancou a audiência do programa Eliana, na Record (chupa Globo e Digimon).

O desenho tinha apenas 20 minutos de apresentação, para a tristeza da gurizada (e minha também). Mesmo assim, era super esperado dentro da grade enfadonha e mimimi do programa Eliana (Sim, eu só queria ver os desenhos mesmo). A história de Ash e seus monstrinhos alcançou fãs em todo o mundo e, com certeza, é uma “ponte” entre a cultura japonesa e ocidental.

Apesar da estréia na Record, a atração também foi exibida nos canais Cartoon Network, na Rede TV!, Rede Família, Rede Brasil e, até mesmo, na Globo.

A marca e seus produtos

A febre Pokémon, óbvio, não poderia ficar apenas na televisão. Produtos alimentícios e brinquedos também carregaram a cara dessas criaturinhas. O programa virou sucesso na televisão e também fora dela. Após a exímia repercussão na TV e em videogames, segmentos diferentes vislumbraram na marca sucesso comercial. Os personagens estamparam diversos tipos de brinquedos, garrafas e latas de refrigerantes, cadernos, livros, carros e aviões.

Muito antes do Pokémon go: os tazos

Antes da gurizada sair pelas ruas catando pokémons e tropeçando no meio fio, a mania no final da década de 90 e início dos anos 2000 era “bater” tazos, entre eles, a coleção de tazos de pokémons, especificamente. As batalhas desse jogo podiam acarretar em trapaça, soco, pontapé, puxão de cabelo e, depois, todo mundo parar na diretoria porque “um tinha roubado no game e ficado com mais tazos de maior força ou com o…Fofinho do Pikachu”. Dessa forma, uns pedaços de plástico eram motivo de brigas homéricas na hora do recreio.

Fonte:http://www.eusoudotempo.com/

Para angariar os tazos, a galera tinha que se entupir de conservantes, sódio e todas aquelas porcarias que vem embutido naquele isopor chamado “Cheetos” com gosto “fake” de alguma coisa para capturar o seu então Pokémon tazo. O exemplar vinha junto com o salgadinho, para a “alegria” dos pais naturebas e preocupados.

Eram 45 tazos normais e 25 lenticulares (evolutazos). Cada tazo de Pokémon vinha com suas características descritas no verso: as forças, as fraquezas e o elemento o qual pertencia. Os tipos de Pokémon afetavam bastante nas batalhas em que são utilizados, inclusive em perder o tazo favorito se fosse escolhido o monstrinho errado para o desafio.

Hoje no site Mercado Livre é possível encontrar coleções inteiras dos desses exemplares, com preços variados, que vão de meros R$3,00 até coleções completas de R$ 1000:

Pokemon Go: Realidade aumentada

Na noite do dia 3 de agosto, finalmente, depois de badalado pelo mundo, chega em terras tupiniquins o Pokémon GO. Nem bem disponibilizado para download, após instantes já havia uma gurizadinha na escuridão da rua Barros Cassal, em Porto Alegre, batendo com a cara no poste e capturando seus pokémons.

Fonte:http://www.gamedetonado.com.br/

O Aplicativo, lançado pela Nintendo e The Pokémon Company, é um jogo que utiliza a realidade aumentada: o usuário vê, normalmente, o ambiente ao seu redor com a câmera do celular, mas, ao mesmo tempo, enxerga um Pokémon que aparece na tela do smartphone. O objetivo do jogo é capturar o máximo de Pokémon possível, treiná-los e desafiar outros jogadores com seus monstrinhos catados no meio da Redenção ou no Parque dos Macaquinhos (se antes disso você não “perder” o celular pra malandro).

Brincando de ser Ash

Depois do download, os caçadores virtuais precisam ligar o GPS, já que não somos nós que encontramos os Pokémons, mas sim, eles que nos encontram, tipo destino, feitos um para o outro.

Apesar de o aplicativo ser gratuito, ele apresenta dentro do jogo, elementos que podem ser adquiridos com uns pilas. Por exemplo: para capturar um Pokémon é preciso ter uma… Pokébola! Esta pode ser adquirida “de grátis” se você tiver e com tempo de ficar coçando ou jogando sem parar e alcançar níveis no jogo. Se não, terá que passar o cartão e gastar uns caraminguás. E tem mais: Há pokébolas especiais que conseguem capturar os “bichinhos” mais raros, como a Great Balls, Ultra Balls e Master Balls. O nível de dificuldade em capturar um Pokémon é relacionado à espécie dele, pois alguns são mais difíceis que outros. Para identificar, eles vêm com uma circunferência colorida: a verde indica que ele é fácil, a laranja, médio, e a vermelha, difícil.

Fonte:http://www.idigitaltimes.com/

Portanto, já dizia Milton Friedman, “não existe almoço grátis”.

Se o jogador mantiver o GPS ligado ao sair, o celular pode vibrar se existir algum Pokémon ao redor. Assim que identificado, é preciso arremessar a Pokébola para capturá-lo. Depois de “caçado” o monstrinho é armazenado e no próprio celular ele é treinado para duelos.

O Pokémon GO pode ser baixado pelo App Store e também no Google Play.

O Pokémon GO promete ser a oportunidade perfeita para muito geek sair de casa e socializar (até casamento pode acontecer, vai que né…) Além de movimentar a cidade e se divertir.

Crédito: Maura Borges

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