Elevador I

É cedo.

Pensamento lento.

Entra no elevador com o fone de ouvido todo embolado na mão.

Já encontra a primeira pessoa do dia.

Dá bom dia e um sorriso dos menos simpáticos.

Continua tentando desembolar os fios e aparentemente piorando a situação.

Vira pra trás com o problema na mão e emenda:

“Todo dia é uma luta nova, né?”

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