Quando um banco consegue gerar ownnnnns…

Um dia desses estava vendo TV, na verdade estava com ela ligada como segunda tela enquanto acessava o celular. Raramente olho para telona, ela está ali como um ruído familiar, como uma companhia virtual. A minha atenção não se fixa mais ali há algum tempo.

De repente me peguei olhando fixo para ela, que mostrava a história de uma menina que queria ser astronauta, através de uma belíssima cinematografia e com uma trilha emocionante. Me arrepiei e posso dizer que soltei um ownnnn interno. Uma quase lágrima correu pelo meu rosto. Esse momento foi curto, um minuto quem sabe, mas me vez conhecer uma nova forma de publicidade, que emociona e dá prazer a quem assiste. Era a campanha Leia para uma criança do Banco Itaú.

Esse é um exemplo de uma publicidade inteligente.

Além da qualidade do filme, o banco soube brincar com as emoções mais primárias dos seres humanos, a curiosidade a respeito do universo, do desconhecido, além das estrelas. E com sonhos que são quase arquétipos de tão comuns: viajar ao espaço, pisar na lua, ser um astronauta. E pra fechar com chave de ouro, traz como call to action aproximar os pais dos filhos, dando uma alternativa através da leitura de livros disponibilizadas pelo banco.

Nessa hora você não pensa num caixa eletrônico dando problema, ou em filas, ou em contas a pagar. E apesar dos juros exorbitantes que eles me cobram todo mês eu acabei ficando um pouco orgulhosa de ser cliente deles, e com a impressão de que os juros que eu pago estão se revertendo em algo benéfico para a humanidade. Pura ilusão, eu sei.

De qualquer forma a marca soube trazer uma imagem positiva para uma instituição que carrega uma imagem negativa por natureza. Sem falar do seu próprio tipo de serviço, mas tocando nas nossas emoções.