Colegas, amigos e bróders

Li no NY Times um artigo do Adam Grant sobre relacionamentos no trabalho. O recorte, claro, é sobre a realidade americana e mostra rapidamente como o protestantismo e o seu mote “o trabalho é um chamado de Deus” pautam as relações interpessoais na vida profissional por lá até hoje.

Segundo Grant, as pessoas se sentem desencorajadas a estreitar laços no ambiente de trabalho.

No Brasil temos uma relação diferente com o labor: nossa efusividade embaça a linha tênue entre vida pessoal e profissional, leva para dentro da firma o deboche, a velha ferramenta tupiniquim de estreiteza, e faz da cultura do respeito e empatia mera formalidade que, juro que já ouvi essa!, “esfria” as relações.

Ambientes ditos informais da celebrada economia criativa (publicidade, design, gastronomia, conteúdo e afins) são criadouros de constrangimentos, que você deve relevar para ser visto como o “gente boa” que todos querem por perto. Ninguém escapa.

Ao final do texto, aspas de não-sei-quem apontam um caminho para evitar o climão: uma simples interação pautada por respeito, confiança e compromisso mútuo é o suficiente para transformação uma transação profissional em vínculo.

Reproduzir essa lógica dentro do ambiente de trabalho das agências e escritórios criativos pode ajudar essa indústria a errar menos com o público que, por mais próximo que queremos que seja, não é nosso amigo.

Vale a leitura: http://www.nytimes.com/2015/09/06/opinion/sunday/adam-grant-friends-at-work-not-so-much.html?smid=tw-nytopinion&smtyp=cur&_r=0

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