Universo-a-mente Dançante
(Giros e Passos da Vida)
RUMO

Me pego pensando no tempo
É a tentativa de chegar ao topo, é a busca pela sobrevivência
Enclausurei?
Sem tempo, eu corro, me movimento, meus olhos não descansam
Me canso, me deito, me levanto, volto ao início
Que giro, irmão! O fim é plausível e a rotina? Bem sei
Vejo além. Passado, presente, futuro e o pós futuro
Nas estrelas, no espaço, viver ou fugir, vamos seguir?
Acompanha meu raciocínio ou esqueça minhas palavras
É o meu emaranhado!
SOCIEDADE

Observe… olhos atentos
Sons, ruídos, objetos, pessoas
Que correria! Idas e vindas sem fim
Pare!
Aprecie, deguste, sinta, movimente seu corpo, grite, ouça
O sistema pressiona, sufoca e mata por dentro
Não desanime
Sobreviva, saia debaixo dessa d’agua e respira! Não pira!
O mundão é louco e imenso
Tão imenso
Que nele cabe a palavra positividade!
GRANDIOSO VERDE

Natureza, minha amada
Suas cores vivas são como purpurinas sobre a pele
Suas formas geométricas milimetricamente detalhadas
Seu perfume único, seu cheiro característico… que alucinação
Seu som em diversas proporções, com pausas silenciosas da brisa passageira
Sol, lua, planetas, estrelas. São altos e baixos. Chega noite e chega o dia
Estações do ano alteram seus aspectos, mas jamais sua beleza contínua
Tão singular, mas ao mesmo tempo tão unida e que união. Um corpo
Cada ser, terrestre, aquático e aéreo definem partes do seu universo
Universo! Que prazer conspirar dessa grandeza
Seu ciclo nascer, viver, morrer marcam sua identidade
Seu conjunto de elementos constroem sinergia
Sua pureza, ah que doce pureza. Divindade
É luz no fim do túnel
Minh ’alma se eleva a sua presença
Meus olhos se fecham, minha sensibilidade se revela, enfim equilíbrio
Sempre próspera, sempre presente
Destruí-la é covardia, machucá-la é doentio
Me espera natureza, que um dia eu me afundo em você
Eu viro, desviro seu verde
Eu chego em breve, mas enquanto isso vivo na selva de pedra
Oh, que ilusão!
TEMPO

Já parou para pensar
Repara na ideia
Ansiamos pela sexta
Lamentamos a segunda
Bem… já lamentamos no domingo
Quantas feiras devo contar?
Automático… Tic Tac
Vive-se assim
Desacelera aí
É tempo de agradecer!
DISTANTE

Sonho de partir mundo afora
Deixar para trás o conhecido e se aventurar no desconhecido
Cobiça pelo novo, diferente
É como se fosse o combustível para minha sobrevivência
Sou da novidade, sou do mundo, sou de todos
Sem regras, sem roteiros
Só pego minha mochila, minha presença, meu som e aponto para a estrada
Aponto para o anônimo
Se meus pés se movimentam é sinal de saúde
E tendo saúde… é sinal de vida
Aliás, preciso ir
